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Segurança da informação na cadeia automotiva: por que o risco também mora nos terceiros?

Por Marilaine Costa*

Entenda como o TISAX cria uma linguagem comum de avaliação no ecossistema automotivo e porque a maturidade dos parceiros influencia confiança, continuidade e capacidade de fazer negócios.

TISAX é um mecanismo de avaliação e intercâmbio de resultados de segurança da informação usado no ecossistema automotivo. Para as empresas, seu valor está em criar uma linguagem comum para demonstrar controles dentro de um escopo definido e compartilhar resultados com participantes autorizados.

Quando uma informação sai de dentro da empresa, a responsabilidade não sai junto.

Dados, documentos, acessos e decisões atravessam diariamente montadoras, fornecedores, prestadores, plataformas e equipes terceirizadas. Nesse caminho, a segurança deixa de depender apenas dos controles da contratante e passa a depender da maturidade de cada elo que participa da operação.

Por isso, a pergunta mais relevante já não é apenas “a minha empresa está protegida?”. É: “a minha informação continua protegida quando atravessa a minha empresa?”.

O que é TISAX?

TISAX significa Trusted Information Security Assessment Exchange. No ecossistema automotivo, ele funciona como um mecanismo de avaliação e intercâmbio de resultados de segurança da informação. A avaliação considera um escopo definido, e o compartilhamento de resultados ocorre entre participantes pelo portal da ENX Association.

Mais do que uma sigla, o TISAX ajuda organizações a falar uma linguagem comum sobre confiança. Ao invés de depender apenas de declarações comerciais ou de avaliações desconectadas, empresas podem trabalhar com critérios, evidências e resultados estruturados.

Por que isso importa para a cadeia automotiva?

O setor automotivo tem um dos níveis de exigência mais altos do mercado em gestão de terceiros. Segurança da informação, proteção de dados e conformidade documental são condição de entrada, não um detalhe posterior.

Uma cadeia conectada pode ganhar velocidade, escala e especialização. Mas também cria dependências. Um acesso mal-governado, uma informação tratada sem classificação ou um fornecedor avaliado apenas por documentação cadastral pode ampliar a exposição de toda a operação.

É nesse ambiente que a Executiva atua e é escolhida para conduzir homologação e monitoramento de terceiros, atendendo aos critérios que as montadoras aplicam à própria cadeia.

Da exigência técnica ao valor para o negócio

Segurança da informação costuma ser apresentada por meio de controles, políticas e requisitos. Para quem conduz uma operação, o valor aparece de forma mais simples: saber que informações recebem o cuidado proporcional ao risco; que acessos são concedidos e encerrados com critérios; que ambientes e responsabilidades estão organizados; e que os fornecedores também são avaliados.

Essas práticas não eliminam todos os riscos. Elas reduzem a confiança presumida e aumentam a capacidade de demonstrar como a organização protege o que recebe de clientes e parceiros.

A jornada da Executiva

A Executiva está em fase de adequação e preparação para o assessment TISAX. O registro como participante e o registro do escopo de avaliação junto à ENX Association estão concluídos.

O trabalho abrange o fortalecimento contínuo do sistema de gestão de segurança da informação, com a estruturação de práticas, políticas e processos alinhados às melhores práticas do setor. Entre as frentes já formalizadas estão classificação da informação, critérios de acesso, segregação de ambientes e gestão de fornecedores. Gestão de incidentes e continuidade do negócio permanecem como frentes de evolução.

O processo de avaliação será conduzido por provedor de auditoria aprovado e os resultados, quando houver, serão compartilhados pelo portal ENX, nos termos das regras da ENX Association.

Antes do resultado, uma escolha

Não estamos comunicando uma certificação ou um selo. Estamos tornando visível uma escolha: fortalecer a nossa base para responder ao nível de exigência do setor automotivo e proteger melhor as relações que passam por nossa operação.

Quando uma empresa atua no centro da relação entre contratantes, terceiros, documentos, pessoas, acessos e evidências, a segurança não pode ser uma camada lateral. Ela precisa fazer parte do desenho do serviço.

Antes de pedir confiança à cadeia, fortalecemos o elo que somos.

E, para nossos clientes, essa é a vantagem prática: menos confiança presumida e mais disciplina para proteger informação, governar acessos e acompanhar os fornecedores dos quais a operação também depende.

Como a segurança da informação se conecta à gestão de terceiros na sua operação? Converse com a Executiva: (11) 93414-7700

*Marilaine Costa é CEO da Executiva Inteligência em Terceiros.