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Um fornecedor sem due diligence é aquele que acaba sendo contratado sem um processo estruturado de verificação prévia e contínua sobre sua regularidade jurídica, trabalhista, fiscal, financeira e reputacional.
Na prática, isso significa estabelecer relações comerciais sem checar documentos, histórico de conformidade, capacidade operacional e riscos associados à atuação desse parceiro. Esse tipo de contratação cria pontos cegos na gestão de terceiros e expõe a empresa contratante a passivos que, muitas vezes, só se tornam visíveis quando o problema já está instalado.
Em um cenário de cadeias produtivas cada vez mais complexas, contratar sem investigar profundamente quem está do outro lado do contrato deixou de ser apenas uma fragilidade operacional para se tornar, na realidade, um risco estratégico.
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A seguir, estão três riscos ocultos que costumam passar despercebidos quando a due diligence de fornecedores é negligenciada:
1. Passivos trabalhistas que recaem sobre a contratante
Um fornecedor sem due diligence pode até aparentar regularidade, mas esconder inconsistências graves como ausência de certidões, irregularidades previdenciárias ou vínculos trabalhistas frágeis. Isso pode gerar responsabilização solidária ou subsidiária da empresa contratante em ações trabalhistas.
Na gestão de terceiros, a falta de verificação contínua de documentos, vínculos e obrigações legais é uma das principais causas de passivos inesperados e custos jurídicos elevados.
2. Riscos de compliance e violações legais
Empresas que operam com fornecedores sem due diligence ficam mais expostas a infrações relacionadas à legislação anticorrupção, ambiental, fiscal e de integridade corporativa. Um fornecedor envolvido em práticas ilícitas pode comprometer toda a cadeia, mesmo sem participação direta da contratante.
Além das multas e sanções, há impactos diretos em auditorias, certificações e processos de governança, especialmente em setores muito regulados ou que lidam com grandes contratos.
3. Danos reputacionais difíceis de reverter
O terceiro risco, muitas vezes o mais grave, é o dano à reputação da empresa. Incidentes envolvendo fornecedores, como acidentes, fraudes ou irregularidades éticas, rapidamente se associam à marca contratante.
Em um ambiente de alta exposição digital e pressão por boas práticas ESG (ambientais, sociais e de governança), a ausência de due diligence deixa a empresa vulnerável a crises de imagem, perda de contratos e queda de confiança do mercado.
Due diligence como pilar da gestão de terceiros
Nossa experiência de mais de 25 anos na Executiva aponta que evitar esses riscos exige mais do que uma checagem inicial. A due diligence de fornecedores deve ser um processo estruturado, contínuo e integrado à gestão de terceiros, com rastreabilidade documental, indicadores de conformidade e atualização permanente das informações.
Empresas que tratam a due diligence como parte da estratégia conseguem antecipar riscos, tomar decisões mais seguras e proteger seus resultados no longo prazo.
Reduza os riscos antes que eles virem problemas… Conte com a Executiva!
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