Durante anos, a gestão de fornecedores em grande parte da América Latina esteve concentrada em atividades operacionais e no atendimento de requisitos mínimos de documentação. Hoje, essa realidade está mudando, impulsionada por um mercado cada vez mais atento à governança, compliance e sustentabilidade.
Na Executiva Inteligência em Terceiros, temos participado ativamente dessa transformação. Após consolidarmos nossa atuação no Brasil, expandimos nossa expertise para países como Argentina, Chile e México, apoiando organizações na estruturação de programas de Gestão de Risco de Terceiros (TPRM) capazes de elevar os níveis de conformidade, segurança e controle em suas cadeias de fornecedores.
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O que antes era visto apenas como um mero processo de controle documental passou a ser reconhecido como uma disciplina estratégica de gestão de riscos. À medida que os mercados se tornam mais exigentes, cresce também a compreensão de que riscos relacionados a fornecedores podem impactar diretamente a reputação, a segurança, a conformidade regulatória e os resultados das organizações.
A evolução do TPRM mostra que não basta validar documentos na entrada de um fornecedor. O desafio deixa de ser apenas homologar fornecedores e passa a ser acompanhar continuamente a evolução dos riscos ao longo de todo o relacionamento.
Questões ligadas à saúde e segurança do trabalho seguem sendo fundamentais, mas ganham cada vez mais relevância aspectos relacionados à conformidade legal, integridade corporativa, saúde financeira, responsabilidade trabalhista, ESG e governança.
Empresas mais maduras já compreenderam que a prevenção é significativamente mais eficiente e menos onerosa do que a correção. Por isso, a gestão estruturada de riscos de terceiros passou a ser uma importante ferramenta de proteção operacional e estratégica.
A maturidade LatAm está acelerando
Essa transformação não é apenas uma tendência que acompanhamos. É uma realidade da qual fazemos parte.
Por meio da nossa atuação em países como Chile, Argentina e México, temos apoiado organizações na implementação e evolução de programas de Gestão de Risco de Terceiros (TPRM), contribuindo para processos mais robustos de homologação, compliance, monitoramento e mitigação de riscos.
A experiência nesses mercados mostra uma mudança clara de prioridades. Além da preocupação com saúde e segurança, cresce rapidamente a necessidade de garantir operações sustentáveis, reduzir vulnerabilidades e fortalecer a governança corporativa.
Resultados que ultrapassam fronteiras
A expansão do TPRM na América Latina não é apenas uma visão de futuro para nós, mas uma realidade já consolidada.
Um exemplo dessa atuação é o trabalho que desenvolvemos junto à Migyang em sua operação na Argentina. Com um processo já consolidado no país, apoiamos a gestão da cadeia de fornecedores por meio de processos de homologação dos fornecedores, contribuindo para operações mais seguras, sustentáveis e aderentes às exigências de compliance.
Recentemente, durante uma visita à Mingyang, tive a oportunidade de conversar com o Supply Chain Specialist Thiago Glock sobre a importância das iniciativas que estamos desenvolvendo em conjunto e sobre como a evolução da Gestão de Risco de Terceiros tem se tornado um diferencial competitivo para empresas que desejam crescer com segurança e governança.
“Como profissional de Supply Chain com mais de 21 anos de experiência, entendo como fundamental a etapa de homologação de fornecedores no que diz respeito a questões financeiras e de compliance, uma vez que são pilares críticos para a saúde estratégica e operacional de toda a cadeia de suprimentos. Em conjunto, elas funcionam como uma blindagem protetora para todo o processo de contratação”, destacou Glock.
Essa visão reforça uma percepção cada vez mais presente no mercado: fornecedores qualificados não representam apenas conformidade. Representam previsibilidade, resiliência e sustentabilidade para toda a cadeia de valor.
O amadurecimento da Gestão de Risco de Terceiros (TPRM) na América Latina é um caminho sem volta. O que há alguns anos era visto como uma prática complementar tornou-se um elemento essencial para organizações que buscam crescer de forma segura e sustentável.
Brasil, Chile, Argentina e México estão avançando nessa jornada em diferentes ritmos, mas seguindo a mesma direção: fortalecer a governança, reduzir riscos e construir operações mais resilientes.
Mais do que uma tendência, o TPRM tornou-se um diferencial competitivo. E as empresas que compreenderem isso primeiro estarão mais preparadas para enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais conectado, regulado e exigente.
No fim, organizações não gerenciam apenas fornecedores. Gerenciam os riscos que podem ingressar na empresa por meio de sua cadeia de terceiros. É essa mudança de perspectiva que explica a rápida evolução da Gestão de Risco de Terceiros na América Latina.
*Thiago Quadra é Diretor de Operações da Executiva Inteligência em Terceiros.
