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A contratação de empresas terceirizadas permite ampliar a capacidade operacional, acessar profissionais especializados e tornar determinados processos mais eficientes. 

Não à toa, estimativas baseadas em estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos indicam que cerca de 12 milhões de pessoas atuam sob algum tipo de vínculo terceirizado no país, o equivalente a aproximadamente um quarto do emprego formal.

No entanto, essa modalidade de contratação também cria responsabilidades que precisam ser conhecidas e gerenciadas pela empresa contratante.

Um ponto que costuma gerar dúvidas é a responsabilidade solidária na terceirização. O termo é frequentemente utilizado para indicar qualquer possibilidade de a contratante responder por obrigações da prestadora, mas a legislação estabelece diferenças importantes entre responsabilidade solidária e subsidiária.

Leia também: Homologação de Fornecedores: confira o passo a passo completo para aumentar a conformidade da sua empresa

Responsabilidade solidária e subsidiária não são a mesma coisa

Na responsabilidade solidária, duas ou mais empresas podem ser cobradas pela mesma obrigação, sem que seja necessário exigir primeiro o pagamento de uma delas.

Já na responsabilidade subsidiária, a prestadora de serviços é a devedora principal. A contratante pode ser chamada a pagar quando a primeira não cumprir as obrigações reconhecidas no processo.

Na terceirização regular, a regra para as obrigações trabalhistas é a responsabilidade subsidiária da contratante, limitada ao período em que o trabalhador prestou os serviços. Essa previsão está no artigo 5º-A, parágrafo 5º, da Lei nº 6.019/1974.

Isso significa que contratar outra empresa para executar um serviço não elimina completamente a exposição da tomadora aos passivos trabalhistas da contratada.

Quando pode haver responsabilidade solidária?

A responsabilidade solidária não decorre automaticamente de toda a terceirização. Ela pode ser reconhecida em situações específicas, conforme os fatos do caso e a legislação aplicável, como:

  • formação de grupo econômico, quando há interesse integrado, comunhão de interesses e atuação conjunta entre as empresas;
  • fraude na contratação ou uso da terceirização para encobrir uma relação de emprego;
  • participação conjunta das empresas em um ato ilícito;
  • danos relacionados a acidentes de trabalho, quando ficar demonstrada a contribuição da contratante;
  • hipóteses específicas previstas em lei, como determinados casos envolvendo trabalho temporário.

O Tribunal Superior do Trabalho já destacou que situações envolvendo subordinação direta, fraude ou grupo econômico devem ser analisadas de forma diferente de uma terceirização empresarial regular.

Quais são as obrigações da empresa contratante?

A prestadora continua responsável pela contratação, remuneração e gestão de seus empregados. Porém, a contratante precisa selecionar fornecedores com capacidade jurídica, financeira, técnica e operacional para cumprir o contrato.

Também cabe à tomadora garantir condições de segurança, higiene e salubridade quando o trabalho é realizado em suas dependências ou em local previamente definido. Essa obrigação está expressamente prevista na Lei nº 6.019/1974.

Por isso, um contrato bem redigido é importante, mas não suficiente. A redução dos riscos exige acompanhamento durante toda a prestação dos serviços.

Como prevenir riscos na terceirização?

A prevenção começa antes da assinatura do contrato. A empresa deve realizar a homologação do fornecedor, avaliar sua situação financeira e trabalhista e definir claramente as responsabilidades de cada parte.

Durante a execução, é necessário acompanhar documentos como comprovantes de pagamento, FGTS, encargos previdenciários, folha, treinamentos, Atestados de Saúde Ocupacional e certificados aplicáveis às atividades. Pendências, vencimentos e mudanças no quadro de trabalhadores precisam gerar alertas e ações corretivas.

Esse monitoramento deve ser proporcional ao risco do serviço. Atividades críticas, grande volume de trabalhadores ou fornecedores com sinais de fragilidade exigem controles mais frequentes.

Gestão contínua protege a operação e o negócio

A responsabilidade da contratante não se encerra com a escolha do fornecedor. Sem indicadores, rastreabilidade e acompanhamento das obrigações, problemas da prestadora podem resultar em ações judiciais, acidentes, interrupções e danos à reputação.

Com mais de 25 anos de experiência no mercado, a Executiva combina tecnologia e atendimento especializado para automatizar auditorias documentais, acompanhar pendências e tornar a gestão de terceiros mais ágil, segura e confiável.

Fale com um consultor especializado da Executiva e descubra como estruturar uma gestão de riscos de terceiros mais inteligente, segura e eficiente: (11) 93414-7700

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Por Thiago Quadra*

A integração digital de terceiros reduz o tempo total ao retirar a espera por turmas, agendas, deslocamentos e controles manuais, preservando o conteúdo técnico e fortalecendo as evidências. 

Com treinamento sob demanda, avaliação, reconhecimento facial, certificação digital e rastreabilidade, o trabalhador pode chegar à operação com etapas concluídas e a empresa mantém os registros necessários para auditoria.

Um trabalhador já foi contratado, mobilizado e incluído na folha da prestadora. Mesmo assim, ele ainda não pode começar, porque falta concluir a integração, aguardar a próxima turma, encontrar um horário comum, mobilizar instrutores e registrar as evidências.

Esse intervalo costuma parecer administrativo, mas produz efeitos concretos, como capacidade remunerada parada, atraso no início das atividades, sobrecarga de especialistas e risco de evidências fragmentadas. Em operações com muitos terceiros, fornecedores, unidades ou substituições, cada pequena espera se multiplica ao longo do ano.

O treinamento é indispensável e a espera ao redor dele pode ser reduzida.

Onde o tempo se perde na integração de terceiros?

O gargalo raramente está apenas nas horas de conteúdo. Ele aparece no ciclo completo entre contratar e liberar, que envolve formar turma, conciliar agendas, reservar sala, deslocar pessoas, mobilizar profissionais técnicos, aplicar avaliação, emitir certificado e recuperar a prova quando alguém solicita. Enquanto isso, o terceiro espera para ficar apto e profissionais de Segurança do Trabalho, Meio Ambiente, Bombeiros e áreas administrativas repetem tarefas que poderiam ser padronizadas.

  • Espera pela próxima turma ou janela presencial.
  • Dependência da disponibilidade de instrutores e especialistas.
  • Deslocamentos, salas e infraestrutura física.
  • Avaliações, listas, certificados e controles manuais.
  • Tempo entre contratação, capacitação e liberação operacional.
  • Dificuldade para localizar evidências em auditorias.

O que é integração digital de terceiros?

Integração digital de terceiros é a organização da capacitação, da avaliação, da identidade e das evidências em uma jornada disponível sob demanda. Ela não elimina a necessidade de conteúdo técnico nem substitui atividades práticas obrigatórias. Seu papel é digitalizar o que pode ser padronizado e rastreado, deixando o presencial para os momentos em que ele realmente agrega segurança e aprendizado.

Na UniEx, essa jornada reúne treinamento online, avaliações automatizadas, certificação digital, reconhecimento facial, rastreabilidade e registro de evidências. A pessoa pode realizar etapas antes de chegar à fábrica e seguir para a operação com o treinamento concluído, conforme as regras de cada contratante.

O treinamento não ficou menor. A espera ficou.

Esse esclarecimento é essencial. A redução de tempo deve ser medida sobre a jornada total de integração, e não sobre a duração pedagógica necessária. Ao retirar agenda, mobilização, deslocamento e controles repetitivos, a organização mantém o conteúdo e reduz o tempo improdutivo ao redor dele.

No projeto UniEx, a jornada total de integração foi reduzida em 66,7%. Em dois anos, foram realizadas mais de 9 mil capacitações digitais e aproximadamente 18 mil horas técnicas foram liberadas. Com a base atual, a relação média é de cerca de duas horas técnicas por capacitação.

Prova Resultado O que significa
Jornada total Redução de 66,7% Menos espera e menos atividades operacionais ao redor do conteúdo, que permaneceu completo.
Escala Mais de 9 mil capacitações Capacitações digitais realizadas em dois anos.
Capacidade técnica Aproximadamente 18 mil horas Capacidade técnica liberada em dois anos, disponível para fiscalização, prevenção, auditorias e melhoria.

Dados observados no projeto UniEx ao longo de dois anos. A relação de cerca de duas horas técnicas por capacitação é um cálculo derivado da base atual.

O efeito acontece nas duas pontas

Quem treinava volta a proteger a operação

Quando especialistas deixam de repetir integrações em horários fixos, essa capacidade pode ser redirecionada para fiscalização de campo, prevenção, inspeções, auditorias, análise de riscos, orientação de fornecedores e projetos de melhoria. A digitalização não precisa significar redução de equipe, e costuma aparecer como maior cobertura, volume absorvido sem crescimento proporcional da estrutura ou contratação adicional evitada.

Quem vai produzir chega mais rápido à operação

Cada dia retirado da espera antecipa horas de trabalho de pessoas que já estavam contratadas ou mobilizadas. Esse ganho depende da quantidade de trabalhadores, da jornada diária, da demanda efetiva e do percentual de pessoas que realmente poderiam iniciar as atividades se a integração estivesse concluída.

Dois cases independentes mostram por que o resultado muda

Os casos a seguir vêm de operações diferentes e não devem ser somados nem apresentados como promessa geral. Eles servem para mostrar como o tamanho da janela de espera altera o efeito operacional.

No primeiro case, com cerca de um dia de espera retirado do processo, a retirada de uma hora técnica do gargalo esteve associada à antecipação aproximada de quatro horas produtivas. No segundo, com uma espera de até três dias, a relação observada chegou a aproximadamente doze horas. Quanto maior a espera efetivamente eliminada, maior tende a ser a capacidade devolvida à operação.

Case Espera retirada HH produtivo por HH técnico
Operação 1 Aproximadamente 1 dia Aproximadamente 4x
Operação 2 Até 3 dias Aproximadamente 12x

Casos independentes, observados em operações distintas. Os multiplicadores dependem da espera efetivamente eliminada em cada contexto e não se somam.

Quanto a espera custa na sua operação

O número da UniEx não substitui o diagnóstico de outra empresa. Antes de comparar plataformas por licença, vale medir o custo do processo atual. Sete informações permitem construir uma primeira estimativa:

  •     trabalhadores integrados por mês;
  •     dias médios entre contratação e liberação;
  •     horas da jornada diária;
  •     percentual que poderia iniciar imediatamente;
  •     sessões de integração realizadas;
  •     duração das sessões e especialistas envolvidos;
  •     custos-hora médios da população mobilizada e dos especialistas.

Com esses dados, três contas simples organizam o diagnóstico:

Horas produtivas antecipadas = trabalhadores mobilizados × dias de espera eliminados × jornada diária × percentual de conversão produtiva

Horas técnicas liberadas = sessões de integração × duração de cada sessão × especialistas envolvidos

Valor econômico estimado = (horas produtivas antecipadas × custo-hora operacional) + (horas técnicas liberadas × custo-hora técnico)

Quando o treinamento era individual, a base pode ser o número de trabalhadores. Quando acontecia em turma, o cálculo deve usar o número de sessões. Essa distinção evita multiplicar indevidamente as horas do instrutor pelo número de participantes.

Um exemplo simples com 100 trabalhadores

Considere uma operação que integra 100 trabalhadores por mês, elimina um dia de espera, trabalha com jornada de oito horas e estima que 75% das pessoas poderiam começar imediatamente. O cálculo ilustrativo chega a 600 horas produtivas antecipadas no mês, resultado de 100 × 1 × 8 × 75%.

Se essa mesma empresa realizava quatro sessões mensais de duas horas com dois especialistas, a capacidade técnica liberada seria de 16 horas no mês, resultado de 4 × 2 × 2. Para converter as duas capacidades em valor, basta multiplicar cada uma pelo custo-hora correspondente. O exemplo não é uma promessa de retorno, e sim um modelo em que o leitor substitui as premissas pelos próprios dados.

O valor não está em repetir o número de outro case. Está em descobrir quanto da sua capacidade permanece hoje esperando.

Onde entram os valores em milhões

Na modelagem histórica do projeto UniEx, os cenários construídos com uma a três jornadas de espera resultaram em valor econômico total estimado entre R$ 2,66 milhões e R$ 7,53 milhões em dois anos. O limite superior corresponde ao cenário de maior espera eliminada e não representa lucro, receita, saving contábil ou impacto em EBITDA realizados.

Essa faixa combina duas alavancas. A primeira é a capacidade técnica liberada, formada pelas horas de especialistas que deixaram de ser consumidas por integrações presenciais repetitivas. A segunda é o cost avoidance estimado entre R$ 1,77 milhão e R$ 6,65 milhões em dois anos, associado à capacidade remunerada que deixa de permanecer improdutiva enquanto o trabalhador aguarda liberação, nos cenários de redução de um a três dias de espera.

Os valores demonstram a ordem de grandeza possível em operações intensivas em terceiros. A captura efetiva depende de como cada empresa redireciona as horas, evita novas contratações, reduz mobilizações ou converte a antecipação em produção. Por isso, a análise de cada cliente deve usar volume, tempo, custos e conversão próprios.

O que os clientes relatam

“Com essa nova ferramenta, foi possível designar o time técnico para outras atividades, como fiscalização, que antes não conseguiam realizar devido ao tempo dedicado às integrações, gerando uma economia significativa de homem-hora dedicada aos processos.”

Cliente do setor de energia

“Para cada integração utilizávamos um Técnico de Segurança do Trabalho, um Técnico em Meio Ambiente e um Bombeiro. Hoje, com a plataforma, esses recursos foram dedicados a outros projetos.”

Cliente do setor de bens de consumo e varejo

 

Velocidade com evidência

Uma jornada mais rápida sustenta valor quando mantém a governança. Identidade, avaliação, versão do conteúdo, certificado e histórico precisam fazer parte do mesmo desenho. O reconhecimento facial fortalece a vinculação entre pessoa e treinamento, as avaliações registram aprendizagem, e a certificação digital com rastreabilidade torna a evidência recuperável.

Isso melhora a experiência do trabalhador e do fornecedor e responde às perguntas críticas da contratante: quem realizou, quando concluiu, em qual trilha, se foi aprovado, qual conteúdo recebeu e qual evidência está disponível para auditoria. O desenho deve considerar o risco de cada operação, de modo que conteúdos práticos e atividades que exigem presença permaneçam presenciais.

Perguntas frequentes

A integração digital substitui todo treinamento presencial?

Não. Conteúdos e práticas que exigem presença devem permanecer presenciais. A digitalização reduz esperas e organiza as etapas que podem ser realizadas com segurança a distância.

Como comprovar que a pessoa certa realizou o treinamento?

A jornada pode combinar reconhecimento facial, autenticação, avaliações, logs e certificação digital. O desenho de controles deve respeitar o risco e as políticas de cada contratante.

A solução só vale para empresas com muitos terceiros?

O volume é um fator, mas não o único. Recorrência, rotatividade, dispersão geográfica, dependência de agenda, quantidade de instrutores e exigência de auditoria também influenciam o valor.

Capacidade liberada é o mesmo que saving?

Não necessariamente. Capacidade liberada mostra horas que ficam disponíveis para outros usos. Saving exige redução comprovada de desembolso em relação a uma linha de base. Cost avoidance indica custo futuro evitado sob premissas validadas. Separar os três conceitos é o que permite conversar com a área financeira sem prometer um resultado que ainda não foi apurado.

Da espera à prontidão operacional

A discussão sobre integração de terceiros ganha mais utilidade quando sai do formato presencial contra online. A pergunta que ajuda a decidir é quanto da jornada atual realmente ensina e quanto dela apenas mantém pessoas esperando.

A UniEx preserva o conhecimento, reduz barreiras operacionais e antecipa o momento em que trabalhadores, fornecedores e especialistas podem contribuir com segurança.

Seu terceiro já está contratado. Calcule quanto custa esperar para ele começar.

Calcule o custo da espera na integração de terceiros na calculadora do UniEx e agende um diagnóstico de 30 minutos com a Executiva. O resultado separa capacidade técnica liberada, capacidade produtiva antecipada e valor econômico estimado, com as premissas visíveis.

Converse com a Executiva: (11) 93414-7700

*Diretor de Operações da Executiva Inteligência em Terceiros.

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A estratégia de internacionalização de uma empresa só ganha força quando deixa de ser intenção e começa a aparecer na operação.

A Executiva amplia sua atuação na América Latina por meio de uma operação no México, apoiando uma companhia do setor de construção. O projeto reforça nossa capacidade de combinar conhecimento operacional, tecnologia e governança em diferentes contextos de negócio.

Atuar em outro país, porém, não significa simplesmente transportar um modelo desenvolvido no Brasil. Legislação, práticas de mercado, linguagem, cultura e rotinas operacionais exigem escuta e capacidade de adaptação.

Atuação regional que gera valor

É nesse equilíbrio que uma atuação regional gera valor: preservar critérios comuns onde eles fortalecem a governança e respeitar as particularidades locais onde elas são essenciais para a operação.

Para empresas com estruturas distribuídas, o desafio costuma ser manter a visibilidade e a consistência sem transformar a padronização em rigidez. A liderança precisa comparar informações e acompanhar riscos, enquanto as equipes locais precisam responder às condições reais de cada mercado.

A tecnologia ajuda a conectar essas duas perspectivas. Quando processos, dados e responsabilidades estão organizados, a gestão deixa de funcionar como uma soma de controles locais e passa a produzir uma visão regional mais clara.

Governança aliada da execução

No setor de construção, essa capacidade ganha relevância especial. Operações dinâmicas, diferentes empresas envolvidas e mudanças frequentes de contexto exigem informação confiável, coordenação e agilidade. A governança precisa apoiar a execução, e não criar novas barreiras para ela.

A operação no México representa um avanço concreto da estratégia LATAM da Executiva. Também amplia nosso aprendizado sobre como adaptar soluções, apoiar equipes locais e manter uma proposta de valor coerente em diferentes mercados.

Seguimos construindo essa presença com responsabilidade, proximidade e disposição para aprender. Porque internacionalizar não é apenas atravessar fronteiras. É desenvolver a capacidade de gerar valor em cada lado delas.

Governança que atravessa fronteiras. Inteligência que respeita cada operação.

Sua organização precisa conectar operações locais a uma visão regional de governança? Converse com a Executiva: (11) 93414-7700

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La estrategia de internacionalización de una empresa gana fuerza cuando deja de ser solamente una intención y comienza a tomar forma en la operación.

Executiva amplía su actuación en América Latina por medio de una operación en México, apoyando a una compañía del sector de la construcción. El proyecto refuerza nuestra capacidad para combinar conocimiento operativo, tecnología y gobernanza en diferentes contextos de negocio.

Actuación regional que genera valor

Actuar en otro país, sin embargo, no significa simplemente trasladar un modelo desarrollado en Brasil. La legislación, las prácticas de mercado, el idioma, la cultura y las rutinas operativas requieren escucha y capacidad de adaptación.

Es en este equilibrio donde una actuación regional genera valor: preservar criterios comunes cuando fortalecen la gobernanza y respetar las particularidades locales cuando son esenciales para la operación.

Para empresas con estructuras distribuidas, el desafío suele ser mantener visibilidad y consistencia sin transformar la estandarización en rigidez. La dirección necesita comparar información y acompañar riesgos, mientras los equipos locales necesitan responder a las condiciones reales de cada mercado.

La tecnología ayuda a conectar estas dos perspectivas. Cuando los procesos, los datos y las responsabilidades están organizados, la gestión deja de funcionar como una suma de controles locales y comienza a producir una visión regional más clara.

Gobernanza aliada de la ejecución

En el sector de la construcción, esta capacidad adquiere especial relevancia. Operaciones dinámicas, diferentes empresas involucradas y cambios frecuentes de contexto exigen información confiable, coordinación y agilidad. La gobernanza debe apoyar la ejecución, no crear nuevas barreras.

La operación en México representa un avance concreto en la estrategia LATAM de Executiva. También amplía nuestro aprendizaje sobre cómo adaptar soluciones, apoyar a equipos locales y mantener una propuesta de valor coherente en diferentes mercados.

Seguimos construyendo esta actuación con responsabilidad, proximidad y disposición para aprender. Porque internacionalizar no es solamente cruzar fronteras. Es desarrollar la capacidad de generar valor a cada lado de ellas.

Gobernanza que cruza fronteras. Inteligencia que respeta cada operación.

 ¿Su organización necesita conectar operaciones locales con una visión regional de gobernanza? Hable con Executiva: +55 (11) 93414-7700

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A mobilização de terceiros e fornecedores costuma acontecer sob pressão. A operação tem prazo para começar, as equipes precisam ser liberadas e cada pendência documental pode atrasar o cronograma. Nesse cenário, acelerar o processo sem os controles adequados pode permitir a entrada de profissionais que não atendem aos requisitos legais, contratuais ou de segurança.

Por outro lado, exigir verificações extensas de todos os trabalhadores, independentemente da função e do nível de exposição, também gera retrabalho. Para tornar a mobilização de terceiros e fornecedores mais rápida e segura, a empresa precisa substituir controles manuais e análises generalistas por um fluxo integrado e orientado por riscos.

Leia também: Como reduzir o passivo trabalhista de terceiros?

Por que a mobilização de terceiros exige atenção?

A mobilização reúne diferentes etapas: abertura da posição, definição de requisitos, envio e análise de documentos, tratamento de pendências, liberação e alocação do profissional. Quando essas atividades estão distribuídas entre e-mails, planilhas e sistemas que não se comunicam, a equipe perde tempo procurando informações e repetindo conferências.

Também aumenta a possibilidade de liberar trabalhadores com documentos vencidos, treinamentos incompatíveis ou condições de saúde ocupacional inadequadas para a atividade.

A dimensão desse risco aparece nos dados nacionais. Uma avaliação técnica publicada em 2026 pelo Ministério do Trabalho e Emprego contabilizou 6,4 milhões de acidentes de trabalho e 27.486 óbitos no Brasil entre 2016 e 2025. Embora o estudo não separe trabalhadores próprios e terceiros, os números reforçam a importância de controles preventivos antes do início das atividades. 

O que torna a mobilização mais rápida e segura?

O primeiro passo é definir os requisitos conforme a atividade, o ambiente de trabalho e os riscos envolvidos. Dessa forma, cada profissional apresenta apenas os documentos e treinamentos aplicáveis à sua função.

Veja como algumas práticas afetam o processo:

Prática Ganho operacional Proteção gerada
Requisitos por função e risco Evita cobranças desnecessárias Garante aderência à atividade
Portal único para documentos Reduz e-mails e retrabalho Amplia a rastreabilidade
Análise automatizada Acelera as conferências Identifica inconsistências
Alertas de pendências Facilita as correções Evita liberações irregulares
Monitoramento contínuo Previne novas mobilizações Controla vencimentos e mudanças

A padronização também é imprescindível. Critérios claros evitam interpretações diferentes entre unidades, fornecedores e analistas. Já os alertas automáticos permitem que as pendências sejam corrigidas antes da data prevista para o início do trabalho.

Tecnologia e inteligência para reduzir gargalos

Uma plataforma especializada centraliza documentos, registra o histórico das análises e oferece uma visão atualizada do status de cada trabalhador. Com isso, a empresa acompanha o processo desde a criação da posição até a liberação e a alocação do colaborador.

Na Executiva, o SG3 integra essas etapas e permite o acompanhamento de relatórios, pendências, movimentações e desligamentos. A Exia, inteligência artificial da Executiva, apoia a auditoria documental e a automação dos processos, transformando dados em informações úteis para uma gestão mais ágil, segura e confiável.

A tecnologia, porém, precisa estar associada à análise especializada. Situações excepcionais, documentos inconsistentes e atividades de maior risco exigem avaliação humana para que a velocidade não seja obtida pela redução dos controles.

Mobilização eficiente começa antes da urgência

A melhor forma de evitar atrasos é preparar o processo antes que a mão de obra seja necessária. Requisitos atualizados, responsabilidades definidas, integração entre áreas e visibilidade sobre pendências permitem que a mobilização acompanhe o ritmo da operação sem criar exposição desnecessária.

Com mais de 25 anos de experiência, tecnologia proprietária e atendimento especializado, a Executiva ajuda empresas a estruturar uma mobilização de terceiros e fornecedores com mais agilidade, rastreabilidade e segurança. Fale com o nosso time e descubra como otimizar esse processo na sua empresa: (11) 93414-7700

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Durante anos, a gestão de fornecedores em grande parte da América Latina esteve concentrada em atividades operacionais e no atendimento de requisitos mínimos de documentação. Hoje, essa realidade está mudando, impulsionada por um mercado cada vez mais atento à governança, compliance e sustentabilidade.

Na Executiva Inteligência em Terceiros, temos participado ativamente dessa transformação. Após consolidarmos nossa atuação no Brasil, expandimos nossa expertise para países como Argentina, Chile e México, apoiando organizações na estruturação de programas de Gestão de Risco de Terceiros (TPRM) capazes de elevar os níveis de conformidade, segurança e controle em suas cadeias de fornecedores.

Leia também: Estudo da KPMG acende um alerta: por que a TPRM precisa estar no centro da gestão de riscos corporativos?

O que antes era visto apenas como um mero processo de controle documental passou a ser reconhecido como uma disciplina estratégica de gestão de riscos. À medida que os mercados se tornam mais exigentes, cresce também a compreensão de que riscos relacionados a fornecedores podem impactar diretamente a reputação, a segurança, a conformidade regulatória e os resultados das organizações.

A evolução do TPRM mostra que não basta validar documentos na entrada de um fornecedor. O desafio deixa de ser apenas homologar fornecedores e passa a ser acompanhar continuamente a evolução dos riscos ao longo de todo o relacionamento.

Questões ligadas à saúde e segurança do trabalho seguem sendo fundamentais, mas ganham cada vez mais relevância aspectos relacionados à conformidade legal, integridade corporativa, saúde financeira, responsabilidade trabalhista, ESG e governança.

Empresas mais maduras já compreenderam que a prevenção é significativamente mais eficiente e menos onerosa do que a correção. Por isso, a gestão estruturada de riscos de terceiros passou a ser uma importante ferramenta de proteção operacional e estratégica.

A maturidade LatAm está acelerando

Essa transformação não é apenas uma tendência que acompanhamos. É uma realidade da qual fazemos parte.

Por meio da nossa atuação em países como Chile, Argentina e México, temos apoiado organizações na implementação e evolução de programas de Gestão de Risco de Terceiros (TPRM), contribuindo para processos mais robustos de homologação, compliance, monitoramento e mitigação de riscos.

A experiência nesses mercados mostra uma mudança clara de prioridades. Além da preocupação com saúde e segurança, cresce rapidamente a necessidade de garantir operações sustentáveis, reduzir vulnerabilidades e fortalecer a governança corporativa.

Resultados que ultrapassam fronteiras

A expansão do TPRM na América Latina não é apenas uma visão de futuro para nós, mas uma realidade já consolidada.

Um exemplo dessa atuação é o trabalho que desenvolvemos junto à Migyang em sua operação na Argentina. Com um processo já consolidado no país, apoiamos a gestão da cadeia de fornecedores por meio de processos de homologação dos fornecedores, contribuindo para operações mais seguras, sustentáveis e aderentes às exigências de compliance.

Recentemente, durante uma visita à Mingyang, tive a oportunidade de conversar com o  Supply Chain Specialist Thiago Glock sobre a importância das iniciativas que estamos desenvolvendo em conjunto e sobre como a evolução da Gestão de Risco de Terceiros tem se tornado um diferencial competitivo para empresas que desejam crescer com segurança e governança.

“Como profissional de Supply Chain com mais de 21 anos de experiência, entendo como fundamental a etapa de homologação de fornecedores no que diz respeito a questões financeiras e de compliance, uma vez que são pilares críticos para a saúde estratégica e operacional de toda a cadeia de suprimentos. Em conjunto, elas funcionam como uma blindagem protetora para todo o processo de contratação”, destacou Glock.

Essa visão reforça uma percepção cada vez mais presente no mercado: fornecedores qualificados não representam apenas conformidade. Representam previsibilidade, resiliência e sustentabilidade para toda a cadeia de valor.

O amadurecimento da Gestão de Risco de Terceiros (TPRM) na América Latina é um caminho sem volta. O que há alguns anos era visto como uma prática complementar tornou-se um elemento essencial para organizações que buscam crescer de forma segura e sustentável.

Brasil, Chile, Argentina e México estão avançando nessa jornada em diferentes ritmos, mas seguindo a mesma direção: fortalecer a governança, reduzir riscos e construir operações mais resilientes.

Mais do que uma tendência, o TPRM tornou-se um diferencial competitivo. E as empresas que compreenderem isso primeiro estarão mais preparadas para enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais conectado, regulado e exigente.

No fim, organizações não gerenciam apenas fornecedores. Gerenciam os riscos que podem ingressar na empresa por meio de sua cadeia de terceiros. É essa mudança de perspectiva que explica a rápida evolução da Gestão de Risco de Terceiros na América Latina.

*Thiago Quadra é Diretor de Operações da Executiva Inteligência em Terceiros.