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A terceirização global está longe de ser uma tendência momentânea. Ao contrário disso, esse movimento segue em expansão e, cada vez mais, ocupa um papel estrutural nas estratégias de crescimento, eficiência e escala das empresas. 

De acordo com dados do Business Research Insights, o mercado global de serviços de terceirização de trabalho deve crescer de US$ 2,268 bilhões em 2025 para US$ 2,416 bilhões em 2026, alcançando US$ 4,258 bilhões até 2035, com CAGR (Compound Annual Growth Rate), ou Taxa de Crescimento Anual Composta de 6,5% entre 2025 e 2035. 

Estes dados ajudam a demonstrar, de forma inequívoca, o avanço da terceirização em nível global e contribuem para explicar por que a gestão de riscos de terceiros (TPRM) ganhou tanto peso na agenda corporativa.

Esse crescimento, no entanto, traz uma consequência direta: quanto maior a dependência de fornecedores, parceiros e prestadores de serviços, maior a exposição a riscos operacionais, jurídicos, reputacionais e de conformidade. Em outras palavras, terceirizar mais sem evoluir a governança sobre terceiros é ampliar eficiência e risco ao mesmo tempo.

Leia também: Gestão de Terceiros para além dos documentos: a visão de um pioneiro sobre a evolução do setor

O mercado global de serviços de terceirização de trabalho deve crescer de US$ 2,268 bilhões em 2025 para US$ 2,416 bilhões em 2026, chegando quase ao dobro em 2035.

O crescimento da terceirização no mundo mudou o papel da TPRM

Durante muito tempo, a terceirização foi vista principalmente como uma alavanca de redução de custos. Hoje, essa percepção é mais ampla. As empresas terceirizam para ganhar flexibilidade, acessar competências especializadas, acelerar a transformação digital e responder mais rápido às oscilações do mercado

O mesmo estudo destaca que a terceirização avança em áreas como contabilidade, jurídico, compras, tecnologia da informação, suporte administrativo e outras frentes críticas ao funcionamento das operações.

Na prática, isso significa cadeias mais extensas, mais relações contratuais, mais pontos de contato e menos margem para processos frágeis. Desse modo, a TPRM deixa de ser um apoio burocrático e passa a atuar como mecanismo de proteção do negócio.

O que está por trás desse boom da terceirização global?

Alguns fatores ajudam a explicar esse avanço:

  • Busca por eficiência operacional
  • Acesso a mão de obra e competências especializadas
  • Digitalização acelerada das empresas
  • Maior adoção de modelos híbridos e remotos
  • Necessidade de escalar operações com mais agilidade

Esse cenário amplia a complexidade da gestão. Isso significa que não basta homologar terceiros na entrada. É preciso acompanhar a criticidade, o desempenho, a conformidade e as vulnerabilidades ao longo de toda a jornada.

Mais terceiros = mais risco interconectado

É justamente nesse ponto que a TPRM se torna indispensável. Uma pesquisa recente da KPMG sobre essa área em nível global revela que um terço das organizações sofreu perdas financeiras ou danos reputacionais nos últimos três anos por vulnerabilidades ligadas a terceiros, enquanto 28% enfrentaram interrupções na cadeia de suprimentos. 

O recado é o mais claro possível: o risco associado a terceiros já afeta diretamente a continuidade operacional, reputação e resultado.

O que o avanço da terceirização no mundo exige das empresas?

Movimento do mercado Impacto para as empresas Resposta esperada da TPRM
Crescimento da terceirização global        Maior dependência de terceiros Governança mais estruturada
Expansão para áreas críticas Mais exposição operacional e regulatória Critérios mais robustos de homologação
Cadeias mais distribuídas Menor visibilidade sobre riscos Monitoramento contínuo
Adoção de tecnologia e trabalho híbrido Mais exposição a dados e ciberameaças Integração entre risco, compliance e segurança

Por que a gestão de riscos de terceiros precisa mudar?

O novo contexto global exige uma gestão menos reativa e mais inteligente. Processos manuais, checagens pontuais e visão fragmentada já não acompanham a complexidade atual. 

Nesse contexto, as empresas que crescem apoiadas em terceiros precisam de rastreabilidade, priorização por criticidade, dados confiáveis e capacidade de resposta rápida. Dessa forma, a TPRM, hoje, é governança aplicada à realidade das cadeias modernas.

O crescimento da terceirização no mundo é um movimento real, consistente e de longo prazo, mas ele impõe uma exigência igualmente transparente: a gestão de riscos precisa evoluir no mesmo ritmo. 

Assim, quanto mais a empresa terceiriza, mais precisa fortalecer controle, visibilidade e critérios sobre terceiros. Sem isso, o ganho de escala pode se transformar em exposição ampliada. Fale com um consultor especializado da Executiva e descubra como estruturar uma gestão de riscos de terceiros mais inteligente, segura e eficiente: (11) 93414-7700

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Durante muitos anos, a gestão de terceiros foi tratada por grande parte das empresas como uma atividade essencialmente operacional. Em muitos casos, restrita à validação documental, ao cumprimento de requisitos legais mínimos ou ao controle administrativo de fornecedores.

Mas o cenário mudou.

Hoje, em setores como mineração, óleo e gás, offshore, energia, infraestrutura e indústria pesada, os maiores riscos das organizações frequentemente não estão mais apenas dentro de suas próprias operações — estão espalhados ao longo de toda a cadeia de fornecedores, prestadores de serviço e terceiros críticos.

E foi exatamente essa mudança que elevou o tema de Supply Chain Assurance ao nível dos conselhos de administração.

O risco invisível da cadeia

As operações industriais modernas tornaram-se extremamente complexas e interdependentes. Uma única planta pode envolver centenas — ou até milhares — de terceiros atuando simultaneamente em atividades críticas.

São fornecedores responsáveis por:

  • manutenção industrial,
  • alimentação,
  • logística,
  • facilities,
  • segurança,
  • transporte,
  • serviços offshore,
  • inspeções,
  • engenharia,
  • tecnologia,
  • mobilização operacional.

Nesse contexto, um documento vencido, um treinamento não realizado, uma falha de conformidade trabalhista ou uma inconsistência de SST deixam de ser apenas um problema administrativo.

Podem representar:

  • acidentes,
  • paralisações operacionais,
  • embargos,
  • passivos trabalhistas,
  • impactos reputacionais,
  • perda de produtividade,
  • comprometimento de contratos,
  • ou até riscos à vida humana.

O maior risco de uma operação muitas vezes não está no ativo principal da companhia — mas na parte da cadeia que ainda não está sendo devidamente enxergada.

Supply Chain Assurance: muito além da auditoria

O conceito de Supply Chain Assurance nasce justamente dessa necessidade de ampliar a visão sobre a cadeia de suprimentos.

Não se trata apenas de auditoria ou certificação.

Trata-se de garantir que toda a cadeia opere de forma:

  • segura,
  • rastreável,
  • resiliente,
  • sustentável,
  • e aderente às exigências regulatórias e operacionais do negócio.

Na prática, Supply Chain Assurance significa assegurar que terceiros e fornecedores críticos sejam tratados como uma extensão da própria operação.

Porque, no ambiente atual, o risco do fornecedor é, inevitavelmente, o risco da própria companhia.

Mineração e offshore: ambientes onde o risco se multiplica

Poucos segmentos evidenciam tanto essa realidade quanto mineração e offshore.

São operações com:

  • alto grau de criticidade,
  • múltiplos fornecedores simultâneos,
  • ambientes remotos,
  • exigências severas de segurança,
  • pressão por continuidade operacional,
  • elevada exposição reputacional,
  • e rígidos critérios regulatórios.

Ao longo de décadas atuando em operações complexas nesses ambientes, tornou-se evidente que muitas das maiores vulnerabilidades operacionais surgem justamente na interface entre contratantes e terceiros.

A gestão da cadeia deixou de ser apenas uma responsabilidade administrativa.

Ela passou a ser um componente essencial da estratégia operacional.

ESG operacional e reputação corporativa

Outro fator que acelerou essa transformação foi o avanço das agendas ESG.

Investidores, auditorias, seguradoras e grandes clientes globais passaram a exigir não apenas conformidade interna, mas também rastreabilidade e governança em toda a cadeia de fornecedores.

Hoje, empresas são cobradas por temas como:

  • segurança do trabalho,
  • condições dignas de operação,
  • gestão documental,
  • conformidade trabalhista,
  • sustentabilidade,
  • diversidade,
  • integridade da cadeia,
  • e responsabilidade compartilhada.

O impacto reputacional de falhas envolvendo terceiros tornou-se significativo demais para ser ignorado.

Por isso, o tema saiu definitivamente da esfera puramente operacional e passou a ocupar espaço nas discussões estratégicas de board.

Tecnologia, dados e inteligência operacional

A evolução tecnológica também transformou profundamente a forma como as empresas monitoram suas cadeias.

O mercado caminha rapidamente para modelos baseados em:

  • analytics,
  • inteligência artificial,
  • automação documental,
  • monitoramento contínuo,
  • indicadores preditivos,
  • rastreabilidade em tempo real,
  • e gestão integrada de riscos.

Nesse novo cenário, a gestão documental deixa de ser um fim em si mesma.

Ela passa a integrar um ecossistema mais amplo de resiliência operacional, continuidade do negócio e mitigação de riscos corporativos.

O futuro da gestão de terceiros

As organizações mais maduras já compreenderam que Supply Chain Assurance não é apenas uma tendência.

É uma necessidade estratégica.

Especialmente em ambientes industriais complexos, onde segurança, continuidade operacional, reputação e eficiência dependem diretamente da qualidade e da confiabilidade da cadeia de terceiros.

A nova fronteira da competitividade não está apenas na operação própria.

Está na capacidade de garantir que toda a cadeia opere com o mesmo nível de excelência, segurança e governança exigido pela companhia.

Porque, no fim, a resiliência operacional de uma empresa será tão forte quanto a resiliência da sua cadeia.

*Marilaine Costa é CEO da Executiva – Inteligência em Terceiros.

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Em um setor complexo como o da saúde, a gestão de terceiros exige, para além da agilidade, fatores como rastreabilidade, conformidade, segurança jurídica e capacidade de resposta em operações que não podem parar. Quando esse processo depende de análise estritamente manual, a tendência é mais lentidão, retrabalho e exposição a riscos.

Esse cenário ajuda a explicar por que a gestão de riscos de terceiros (TPRM) passou a ocupar lugar estratégico nas organizações. Segundo a pesquisa global mais recente da KPMG sobre TPRM, um terço das empresas sofreu perda monetária ou danos à reputação nos últimos três anos por vulnerabilidades associadas a terceiros, e 28% enfrentaram interrupções na cadeia de suprimentos. 

O mesmo estudo mostra que apenas 22% consideram a IA muito eficaz em TPRM, o que reforça um ponto importante: a tecnologia, sozinha, não resolve. É a combinação entre inteligência aplicada, qualidade dos dados e validação especializada que gera resultado real.

Leia também: 3 características essenciais que um bom software de gestão de terceiros precisa ter em 2026

O que muda com a IA na gestão de terceiros da saúde?

No setor da saúde, cada documento analisado e cada liberação realizada têm impacto direto na continuidade assistencial, na conformidade regulatória e na proteção da instituição. Por isso, acelerar auditorias sem perder qualidade passou a ser uma necessidade operacional.

Com a Exia, a Inteligência Artificial da Executiva – Inteligência em Terceiros integrada ao SG3 Analytics, a Executiva torna esse processo mais rápido e preciso. As auditorias administrativas são realizadas em até 8 horas úteis, enquanto as auditorias técnicas chegam em até 10 horas úteis. 

O ganho para as organizações não está apenas na velocidade operacional. Está na capacidade de cruzar informações, identificar inconsistências com mais assertividade e manter a governança sob controle, mesmo em ambientes de alta criticidade.

Tecnologia de ponta com verificação humana especializada: diferenciais da Executiva

A adoção de IA em processos críticos precisa ser tratada com responsabilidade. Em saúde, isso é ainda mais sensível. Por isso, a proposta da Executiva não está em substituir o olhar técnico, mas em ampliá-lo.

A Exia atua na leitura inteligente de documentos, no apoio à auditoria e na automação de etapas operacionais. Em paralelo, auditores experientes verificam os resultados, garantindo contexto, interpretação adequada e segurança na tomada de decisão. Esse modelo une o melhor dos dois mundos: produtividade tecnológica e critério técnico. O resultado é uma gestão de terceiros mais eficiente, segura e confiável.

“A IA ajuda na redução do tempo de mobilização de equipes – que é uma das principais dores das empresas atualmente – e, consequentemente, na diminuição de custos para as organizações. É um ganho de eficiência considerável. No caso específico da Executiva, nossa IA foi configurada para obter o máximo de assertividade nas auditorias, o que facilita o trabalho dos auditores no momento da validação”, destaca Robson Schmidt, diretor de TI da Executiva.

Mais governança para operações críticas

Conforme você pôde observar neste artigo, a gestão de terceiros da saúde precisa responder a pressões simultâneas: exigências regulatórias, riscos trabalhistas, controle documental, segurança assistencial e reputação institucional. Nesse contexto, governança não pode ser vista como burocracia. Ela precisa funcionar como estrutura de proteção do negócio.

Ao integrar IA, rastreabilidade e verificação especializada, a Executiva fortalece a governança com eficiência, segurança e agilidade. Isso reduz gargalos, melhora o controle sobre terceiros e apoia decisões mais consistentes em toda a jornada.

A discussão sobre IA na gestão de terceiros da saúde não deve girar em torno de automação pela automação. O ponto central é usar tecnologia de forma responsável para dar mais velocidade ao que é crítico, sem perder precisão, governança e segurança.

Proteção concreta para instituições de saúde

Com a Exia integrada ao SG3 Analytics, a Executiva entrega auditorias mais rápidas, precisas e verificadas por especialistas. É assim que a inovação se transforma em proteção concreta para instituições de saúde.

Somos a única empresa de gestão de risco de terceiros que garante velocidade em operações críticas, com blindagem jurídica e governança que protegem vidas, asseguram conformidade e preservam a reputação da instituição.

Fale com a Executiva e descubra como fortalecer sua operação com mais agilidade, conformidade e inteligência: (11) 93414-7700

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Por Ricardo Roca*

A bola rola, o estádio pulsa, o narrador grita e, por 90 minutos, parece que tudo aquilo simplesmente… acontece.

Mas não acontece.

A Copa do Mundo talvez seja o maior espetáculo esportivo do planeta e, também, silenciosamente, uma das maiores operações de gestão de terceiros já realizadas.

E quase ninguém presta atenção nisso.

Enquanto 22 jogadores disputam a bola, milhares de pessoas trabalham para que aquele jogo exista:

– segurança

– limpeza

– alimentação

– transporte

– tecnologia

– operação de estádio

– atendimento ao público

– transmissão

– logística internacional

Nenhuma dessas atividades é secundária. E quase nenhuma é executada diretamente por quem organiza o evento.

A Copa não é feita só por seleções.

Ela é sustentada por uma rede gigantesca de fornecedores.

E é aqui que começa o jogo que não aparece.

Porque, quando tudo funciona, ninguém nota.

Mas basta um problema: um atraso, uma falha, uma irregularidade, para que o espetáculo inteiro fique sob risco.

Não é diferente do futebol.

Um time pode ter um grande ataque, um meio-campo criativo, uma defesa sólida.

Mas, se alguém falha no momento errado, o resultado muda.

Na gestão de terceiros, é a mesma lógica, só que com impactos que vão além do placar.

Estamos falando de riscos operacionais, jurídicos e, principalmente, reputacionais.

Ricardo Roca é Gerente de Marketing da Executiva – Inteligência em Terceiros.

Organizar uma Copa do Mundo não é apenas coordenar jogos.

É orquestrar uma cadeia complexa de empresas, contratos, pessoas e responsabilidades, muitas vezes distribuídas entre países, legislações e contextos distintos.

É garantir que cada fornecedor, do mais estratégico ao mais invisível, esteja apto, regular e alinhado.

É transformar volume em controle.

E complexidade em previsibilidade.

Existe uma tendência natural de olhar apenas para o que é visível.

O gol.

O erro.

A jogada.

Mas, nos bastidores, o verdadeiro desafio está em garantir que nada dê errado.

E isso não se faz no improviso.

Não se faz na última hora.

E, definitivamente, não se faz sem método.

A grande verdade é que eventos como a Copa não são apenas organizados.

Eles são preparados por anos para que, durante algumas semanas, tudo pareça simples.

Essa é uma ilusão bem executada: fazer algo extremamente complexo parecer natural.

No mundo corporativo, a gestão de terceiros vive um dilema parecido.

Quanto mais invisível ela é, mais se assume que está sob controle.

Mas nem sempre está.

E, quando não está, o problema não aparece aos poucos.

Ele aparece de uma vez.

Talvez por isso a Copa seja uma metáfora tão poderosa.

Porque ela escancara, para quem quiser ver, uma verdade que vale para qualquer empresa: ninguém opera sozinho, e o risco raramente está onde todo mundo está olhando.

Nos próximos artigos, vou explorar esse “outro jogo”:

– o papel real dos fornecedores

– os riscos por trás de decisões aparentemente simples

– a responsabilidade de quem contrata

– e como tecnologia e método ajudam a transformar incerteza em controle

Porque, no fim, gerir terceiros não é muito diferente de montar um time.

A diferença é que, nesse caso, o erro não custa apenas um gol.

*Ricardo Roca é Gerente de Marketing da Executiva – Inteligência em Terceiros e autor do livro Linha de impedimento: onde História e Lenda de encontram.