Posted by & filed under Gestão de Terceiros.

A gestão de terceiros no agronegócio é um dos pilares mais sensíveis para a segurança jurídica, operacional e reputacional das empresas do setor. 

Em cadeias produtivas que envolvem insumos, colheita, transporte, armazenagem e mão de obra temporária, qualquer falha no controle de fornecedores pode gerar impactos profundos, inclusive sobre a imagem da marca nos mercados nacional e internacional.

Com o aumento das exigências de compliance, ESG e rastreabilidade, a gestão de terceiros não pode mais ser tratada como um processo burocrático. Trata-se de uma estratégia fundamental de proteção do negócio.

Leia também: Gestão de terceiros: como evitar riscos e salvar seu negócio amanhã

Por que o agronegócio exige uma gestão de terceiros rigorosa?

Grande parte das operações no campo depende de prestadores terceirizados, especialmente em períodos de safra. Cabe observar que, de acordo com a Lei da Terceirização, mesmo quando a mão de obra não é contratada diretamente, a empresa tomadora do serviço continua sendo corresponsável por irregularidades trabalhistas, ambientais e de segurança.

Isso significa que falhas na seleção, no monitoramento e na fiscalização dos terceiros podem se transformar rapidamente em passivos jurídicos, multas, sanções administrativas e crises de imagem.

Reputação no agronegócio e gestão de terceiros

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego MTE), somente no caso que envolveu algumas das principais vinícolas de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, em 2023, 208 trabalhadores terceirizados foram resgatados de condições análogas à escravidão durante a colheita da uva. 

À época, a ação de fiscalização confirmou vínculos indiretos por meio de empresas terceirizadas e apontou jornadas exaustivas, alojamentos precários, restrição de liberdade e violência.

Além do impacto social gravíssimo, o caso gerou danos reputacionais imediatos às marcas envolvidas, com rompimentos de contratos comerciais, questionamentos de certificações e perda de confiança do mercado consumidor e internacional. O episódio se tornou referência nacional sobre os riscos da terceirização sem governança no agronegócio.

Principais riscos de uma gestão de terceiros mal estruturada no agronegócio

Quando não há um programa sólido de gestão de terceiros, a empresa fica exposta a:

  • Passivos trabalhistas decorrentes de irregularidades cometidas por prestadores;
  • Multas e sanções por descumprimento de normas ambientais e de segurança;
  • Crises de imagem e perda de credibilidade da marca;
  • Interrupções operacionais por falhas em colheita, transporte ou armazenagem;
  • Prejuízos financeiros causados por ações judiciais, retrabalho e perda de produção.

Como estruturar uma gestão de terceiros eficiente no agronegócio?

Uma gestão de terceiros segura e eficiente deve ser baseada em cinco pilares:

  1. Mapeamento completo de toda a cadeia de fornecedores e prestadores;
  2. Homologação rigorosa com análise documental, trabalhista, fiscal, ambiental e de segurança;
  3. Contratos claros com definição de responsabilidades, cláusulas de compliance e penalidades;
  4. Monitoramento contínuo das condições de trabalho, desempenho, segurança e prazos;
  5. Integração da gestão de terceiros com as áreas de compliance, jurídico, SST e gestão de riscos.

Empresas que adotam essa estrutura reduzem consideravelmente a exposição a riscos invisíveis que nascem fora de seus quadros diretos, mas recaem sobre sua responsabilidade.

Principais benefícios da gestão de terceiros no agronegócio

Ao implementar uma gestão de terceiros eficiente, o agronegócio passa a operar com:

  • Maior segurança jurídica e trabalhista;
  • Proteção efetiva da reputação da marca;
  • Continuidade operacional e previsibilidade;
  • Redução de custos com multas, ações e perdas produtivas;
  • Fortalecimento da governança e da imagem perante o mercado e investidores.

A Executiva possui mais de 25 anos de expertise no mercado de gestão de terceiros, atuando com inteligência, compliance e controle em operações complexas, inclusive no agronegócio.

Para empresas que atuam com terceiros e desejam proteger sua marca, reduzir riscos e elevar o nível de governança, a Executiva é a melhor aliada estratégica. 

Entre em contato agora mesmo com um dos nossos consultores e leve sua gestão de terceiros a um novo patamar de segurança e eficiência.

Chame no WhatsApp: (11) 93414-7700 | E-mail comercial@executiva.com.br

Posted by & filed under JURÍDICO - TRABALHISTA.

Nos últimos anos, o debate sobre trabalho análogo à escravidão no agro voltou ao centro das discussões. 

Casos detectados em indústrias ligadas ao agronegócio, incluindo vinícolas do Rio Grande do Sul, mostraram que ainda existem falhas sérias na forma como muitas empresas controlam suas cadeias produtivas

Eles também evidenciaram algo básico: quando a gestão de terceiros não funciona, o risco trabalhista e reputacional aumenta de forma imediata.

Leia também: Gestão de terceiros: como evitar riscos e salvar seu negócio amanhã

 

Complexidade do agronegócio: quando o risco se instala?

O agronegócio costuma operar com cadeias extensas, mão de obra numerosa e fornecedores espalhados pelo país. Em um ambiente assim, a falta de controle documental, a ausência de indicadores e a pouca visibilidade sobre prestadores criam espaço para irregularidades. Basta um fornecedor trabalhar fora das regras para toda a marca ser afetada.

A raiz do problema é conhecida. A sazonalidade do setor exige contratações rápidas, muitas vezes com prestadores pouco estruturados. Documentações chegam incompletas, informações se perdem no fluxo e as empresas têm dificuldade em acompanhar, em tempo real, quem está de fato apto a atuar. Quando a operação acelera e o controle não acompanha, o risco se instala.

A importância da tecnologia para a conformidade no agro

A tecnologia mudou esse cenário. Hoje, plataformas especializadas permitem:

  • Centralizar documentos
  • Automatizar conferências
  • Monitorar terceiros com precisão. 

Em linhas gerais, elas substituem processos manuais lentos por análises rápidas e contínuas, que reduzem lacunas e tornam a cadeia rastreável.

O SG3, plataforma de gestão de terceiros da Executiva, é um exemplo desse avanço. Ele valida documentos, identifica pendências, acompanha o status de cada fornecedor e utiliza inteligência artificial da Exia para transformar dados em informações úteis. 

Mais controle, menos risco e maior transparência

O resultado inclui mais controle, menos risco e maior transparência sobre todas as etapas da operação. Empresas do agro passam a enxergar seus fornecedores de ponta a ponta e conseguem agir antes que qualquer irregularidade gere um passivo.

Mas tecnologia não funciona sem governança. Critérios claros de contratação, auditorias constantes e comunicação direta com fornecedores são partes imprescindíveis dessa construção. A tecnologia mantém o ritmo e a escala que a operação exige. Por sua vez, a governança garante que todos sigam o mesmo padrão.

Visibilidade e rastreabilidade para combater o trabalho análogo à escravidão no agro

Combater o trabalho análogo à escravidão no agro exige exatamente isso: visibilidade, rastreabilidade e decisões baseadas em dados. Empresas que dependem de processos manuais vivem no escuro. Já as organizações que confiam sua gestão de terceiros a quem tem expertise reconhecida no mercado reduzem riscos, protegem sua reputação e fortalecem sua relação com o mercado.

As organizações do agronegócio podem contar com a Executiva para conduzir uma gestão de terceiros completa, digital e orientada à prevenção. Com o SG3, sua cadeia produtiva opera com integridade, segurança e confiança.

Entre em contato agora mesmo e descubra como podemos apoiar suas operações: (11) 93414-7700.