A gestão de riscos de terceiros deixou de ser uma preocupação restrita às áreas de compliance ou suprimentos. Hoje, ela ocupa espaço cada vez mais estratégico dentro das organizações.
O motivo é simples: as empresas estão mais dependentes do que nunca de fornecedores, parceiros, prestadores de serviço e ecossistemas externos para manter suas operações funcionando.
E essa realidade aumentou significativamente a exposição aos riscos.
Um novo estudo global da KPMG, intitulado 2026 Global Third-Party Risk Management Survey: Achieving resilience in third-party risk management (Pesquisa Global de Gestão de Riscos de Terceiros 2026: alcançando resiliência na gestão de riscos de terceiros), revelou um cenário que acende um alerta importante para lideranças empresariais:
Um terço das organizações sofreu perdas financeiras ou danos reputacionais nos últimos três anos causados por vulnerabilidades relacionadas a terceiros, enquanto 28% enfrentaram interrupções na cadeia de suprimentos.
Este dado reforça uma realidade que muitas empresas ainda subestimam: os maiores riscos corporativos nem sempre estão dentro da própria operação. Muitas vezes, eles estão espalhados ao longo da cadeia terceirizada.
Leia também: Gestão de documentos: o pilar invisível da conformidade de colaboradores e terceiros
O crescimento da complexidade operacional
Segundo o relatório, a transformação digital acelerada, o aumento das ameaças cibernéticas, a pressão regulatória global e as cadeias de suprimentos cada vez mais interconectadas mudaram completamente o cenário da TPRM (Third-Party Risk Management).
Hoje, uma única vulnerabilidade em um fornecedor pode desencadear impactos em toda a empresa.
O próprio estudo destaca que os riscos cibernéticos e regulatórios passaram a dominar as estratégias de TPRM no mundo corporativo. Cerca de 48% das organizações apontam o cyber risk como prioridade máxima, enquanto 45% destacam o compliance regulatório como a principal preocupação.
Na prática, isso significa que a gestão de terceiros passou a influenciar diretamente os seguintes fatores:
- continuidade operacional;
- segurança da informação;
- reputação corporativa;
- governança;
- resiliência da cadeia de suprimentos;
- capacidade de resposta a crises.
O problema não é apenas identificar riscos
O estudo da KPMG demonstra que muitas empresas até reconhecem a importância da TPRM, mas ainda enfrentam dificuldades para transformar isso em capacidade operacional efetiva.
Um dos principais gargalos está na integração entre TPRM e ERM (Enterprise Risk Management).
Embora a maioria das empresas afirme possuir algum nível de integração, apenas uma pequena parcela consegue consolidar dados, áreas e processos de forma realmente estratégica.
Na prática, isso cria operações fragmentadas, com informações descentralizadas, baixa rastreabilidade e dificuldade para antecipar ameaças.
Outro ponto crítico destacado pela pesquisa é a qualidade dos dados.
Apenas 17% das organizações afirmam possuir dados realmente confiáveis para sustentar suas decisões em TPRM.
Sem dados estruturados, até mesmo iniciativas de automação e inteligência artificial tendem a gerar resultados limitados.
A nova geração da TPRM será baseada em inteligência e monitoramento contínuo
O relatório destaca que empresas mais maduras estão deixando para trás modelos reativos e excessivamente burocráticos.
O movimento agora é construir programas de TPRM mais inteligentes, integrados e contínuos, com apoio de:
- automação;
- inteligência artificial;
- monitoramento em tempo real;
- dashboards consolidados;
- análises preditivas;
- integração entre áreas de risco, compliance e operações.
Mais da metade das organizações já explora o uso de IA em processos relacionados à gestão de terceiros. O foco não está apenas em acelerar auditorias ou reduzir tarefas manuais, mas em ampliar capacidade analítica, previsibilidade e velocidade de resposta.
O que isso significa para as empresas?
Em setores como indústria, logística, mineração, energia, offshore, infraestrutura e varejo, onde milhares de terceiros atuam simultaneamente em operações críticas, o impacto é ainda maior.
Empresas que ainda operam com controles manuais, dados descentralizados e pouca integração tendem a enfrentar mais dificuldades para:
- antecipar riscos;
- garantir compliance;
- responder rapidamente a incidentes;
- atender exigências regulatórias;
- sustentar indicadores ESG;
- proteger sua reputação.
Nesse cenário, a TPRM deixa de ser apenas uma função operacional. Ela se torna parte relevante da estratégia de resiliência corporativa.
Gestão de terceiros exige inteligência operacional
A Executiva atua com gestão estratégica de terceiros, combinando tecnologia, inteligência de dados, automação e monitoramento contínuo de auditores especializados para ampliar a visibilidade operacional e fortalecer a governança corporativa.
Com a plataforma SG3 integrada à Exia, a inteligência artificial da Executiva, as empresas conseguem transformar grandes volumes de dados em inteligência aplicada à gestão de riscos, compliance e tomada de decisão.
Em um cenário cada vez mais complexo e conectado, construir resiliência operacional depende diretamente da capacidade de enxergar, monitorar e agir sobre os riscos espalhados ao longo da cadeia terceirizada.
Porque hoje, mais do que nunca, gestão de terceiros é gestão de risco corporativo.
Fale com um consultor especializado da Executiva e descubra como estruturar uma gestão de riscos de terceiros mais inteligente, segura e eficiente: (11) 93414-7700


O mercado global de serviços de terceirização de trabalho 









