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Durante muito tempo, as estratégias de gestão de terceiros estiveram concentradas em aspectos como documentação, compliance trabalhista, regularidade fiscal e controle operacional. Contudo, o avanço das pautas ESG trouxe uma mudança importante para o centro das decisões corporativas: o bem-estar dos trabalhadores terceirizados também passou a representar um indicador crítico de risco.

Atualmente, empresas de setores como indústria, energia, mineração, logística, infraestrutura e óleo & gás já entendem que problemas relacionados à saúde mental, condições de trabalho, jornadas excessivas, segurança ocupacional e clima organizacional podem gerar impactos diretos na operação, na reputação e até na continuidade do negócio.

Muito além de uma discussão sobre responsabilidade social, trata-se de gestão estratégica de riscos.

Leia também: Da gestão documental à resiliência operacional: por que Supply Chain Assurance virou tema de board

O que ESG tem a ver com gestão de terceiros?

A sigla ESG representa três pilares fundamentais da sustentabilidade corporativa:

  • Environmental (Ambiental)
  • Social (Social)
  • Governance (Governança)

No contexto da gestão de terceiros, o “S” de Social ganhou enorme relevância nos últimos anos, especialmente após o aumento das exigências regulatórias, da pressão de investidores e do crescimento das discussões sobre saúde mental e condições dignas de trabalho.

Isso significa que as empresas contratantes passaram a ser cobradas não apenas pelos seus próprios indicadores internos, mas também pelas condições oferecidas aos trabalhadores de fornecedores e prestadores de serviço.

Em outras palavras: o risco da cadeia terceirizada agora também é um risco ESG.

O dado que acendeu o alerta nas empresas

Um estudo global recente da consultoria Deloitte revelou que 84% dos executivos acreditam que questões relacionadas à força de trabalho e ao bem-estar dos colaboradores impactam diretamente a performance e a resiliência dos negócios.

Ao mesmo tempo, cresce o entendimento de que riscos humanos não tratados tendem a gerar:

  • aumento de acidentes de trabalho;
  • maior rotatividade;
  • queda de produtividade;
  • passivos trabalhistas;
  • desgaste reputacional;
  • interrupções operacionais;
  • impactos em auditorias ESG e compliance.

Esse movimento também se conecta ao avanço das regulamentações relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente corporativo, tema que ganhou ainda mais força no Brasil com as mudanças recentes na Norma Regulamentadora número 1 (NR-01).

O risco invisível dentro da cadeia terceirizada

Em muitas operações, especialmente nas mais complexas, milhares de trabalhadores terceirizados atuam diariamente em atividades críticas.

São equipes presentes em:

  • manutenção industrial;
  • operações logísticas;
  • obras;
  • facilities;
  • transporte;
  • portos;
  • mineração;
  • operações offshore;
  • plantas industriais.

Quando não existe acompanhamento adequado das condições desses profissionais, a empresa contratante perde visibilidade sobre riscos importantes da própria operação.

E o problema é que muitos desses riscos não aparecem apenas em auditorias documentais.

Eles surgem em uma série de sinais, tais como:

Indicador Possível impacto operacional
Alto índice de afastamentos Queda de produtividade
Excesso de jornadas Aumento do risco de acidentes
Rotatividade elevada Perda de eficiência operacional
Falhas em treinamentos Não conformidades e riscos legais
Clima organizacional Maior probabilidade de incidentes
Baixa rastreabilidade Fragilidade em auditorias ESG

ESG deixou de ser apenas reputação

Hoje em dia, existe um erro comum no mercado: tratar o ESG como uma iniciativa exclusivamente voltada à imagem institucional.

Na prática, empresas mais maduras já utilizam indicadores ESG como parte da estratégia de governança operacional e mitigação de riscos.

Isso acontece porque investidores, conselhos administrativos e grandes contratantes passaram a avaliar a cadeia de terceiros com muito mais profundidade.

No cenário atual, algumas perguntas se tornaram inevitáveis:

  1. Os terceiros possuem gestão adequada de saúde e segurança?
  2. Existem controles eficientes sobre riscos psicossociais?
  3. A operação possui rastreabilidade?
  4. Há monitoramento contínuo de conformidade?
  5. Os dados estão centralizados?
  6. Existe capacidade de resposta rápida em caso de incidentes?

Quanto menor a visibilidade sobre essas informações, maior a exposição da empresa.

Tecnologia e inteligência de dados se tornaram fundamentais

Diante desse cenário, processos manuais já não conseguem acompanhar o nível de complexidade exigido pela gestão moderna de terceiros.

Empresas que ainda trabalham com controles descentralizados, planilhas e acompanhamento reativo enfrentam dificuldades para:

  • consolidar informações;
  • gerar rastreabilidade;
  • monitorar indicadores críticos;
  • identificar riscos antecipadamente;
  • apoiar decisões estratégicas.

É exatamente nesse contexto que plataformas inteligentes de gestão de terceiros ganham protagonismo.

A Executiva atua com gestão estratégica de terceiros apoiada por tecnologia, automação e inteligência de dados, utilizando a plataforma SG3 para ampliar a visibilidade operacional, fortalecer o compliance e apoiar uma gestão mais segura e eficiente.

Além disso, a Exia, inteligência artificial da Executiva, permite transformar grandes volumes de dados em inteligência operacional para auditorias documentais, automação de processos e identificação mais ágil de riscos – tudo isso com verificação humana de auditores experientes. 

O futuro da gestão de terceiros será cada vez mais humano

A evolução da gestão de terceiros mostra que o mercado está abandonando uma visão puramente burocrática e documental.

As empresas mais preparadas já entenderam que bem-estar, segurança, saúde mental e qualidade das relações de trabalho também influenciam diretamente:

  • a continuidade operacional;
  • a produtividade;
  • a reputação corporativa;
  • a resiliência da cadeia;
  • os resultados financeiros.

No fim, ESG na gestão de terceiros não é apenas uma pauta social. É uma estratégia de proteção operacional e inteligência corporativa.

Sua empresa possui visibilidade real sobre os riscos da cadeia terceirizada?

Há quase três décadas a Executiva ajuda empresas de diversos portes e setores a fortalecerem sua gestão de terceiros com tecnologia, rastreabilidade, inteligência de dados e monitoramento contínuo de riscos.

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A gestão de riscos ocupacionais é uma obrigação legal e estratégica para qualquer empresa que contrata serviços terceirizados. Em meio a esse cenário, o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) por tomador ganha destaque por ser um dos principais instrumentos de prevenção e conformidade com a NR-01, norma que estabelece as diretrizes de saúde e segurança no trabalho.

Mas o que exatamente o tomador de serviços precisa observar em relação ao PGR? E quais são as atualizações recentes que impactam sua responsabilidade? Neste artigo, reunimos os pontos essenciais para você entender seu papel, evitar autuações e proteger sua operação.

Leia também: SST: por que considerar ir além do cumprimento de obrigações?

 

O que é o PGR por tomador?

O PGR por tomador é o programa de gerenciamento de riscos elaborado ou supervisionado pela empresa que contrata serviços terceirizados. Seu objetivo é garantir que os riscos ocupacionais estejam mapeados, controlados e documentados conforme exigido pela legislação trabalhista — especialmente a NR-01.

Para esclarecer as principais dúvidas das organizações sobre este tema, a Executiva realizou em março deste ano um webinar gratuito, no qual reuniu especialistas como o Diretor de Operações Thiago Quadra, o especialista SESMT Pedro Becker e o Técnico em Segurança do Trabalho Helder Pereira. 

 

Principais responsabilidades do tomador

Sabia que as responsabilidades do tomador de serviços não se limitam ao simples repasse de informações? Nesse sentido, se faz necessário adotar uma postura ativa na gestão de riscos, com ações estruturadas, conforme mostrado na tabela abaixo:

Responsabilidade do Tomador Descrição
Conformidade Legal Garantir que a empresa cumpra a NR-01 em sua totalidade.
Definição de papéis Deixar claro quais são as obrigações da contratada e do tomador.
Elaboração do PGR Supervisionar ou realizar a avaliação preliminar, análise de riscos e plano de ação.
Gestão das informações Integrar os dados de risco da contratada no seu próprio PGR.

 

Quais são as atualizações recentes?

Com as revisões da NR 01, o tomador passou a ter um papel ainda mais crítico. Agora, além de elaborar o PGR próprio, ele deve garantir que os terceiros também estejam contemplados nas análises de risco. Isso exige integração entre as áreas de segurança, jurídico e operacional, além de um acompanhamento contínuo.

Outro ponto importante é a identificação dos riscos compartilhados. Ambientes com múltiplos empregadores exigem cooperação e troca de informações sobre os perigos existentes, além de planos de ação integrados.

 

Por que isso impacta diretamente sua empresa?

Ignorar essas exigências pode resultar em penalidades administrativas, aumento de passivos trabalhistas e, principalmente, em acidentes que comprometem vidas e a reputação da empresa. Por isso, o PGR por tomador precisa deixar de ser apenas um documento e se tornar parte da cultura de prevenção corporativa.

 

Precisa de apoio na estruturação do PGR da sua empresa?

Como você pôde observar neste artigo, o PGR por tomador é muito mais do que uma mera exigência legal, representando também uma ferramenta de gestão capaz de proteger vidas, evitar prejuízos e assegurar a continuidade do negócio.

A Executiva, que conta com mais de 25 anos de expertise no mercado, está ao lado das empresas nesse desafio. Com uma equipe composta pelos melhores especialistas em PGR e soluções robustas de gestão de terceiros, oferecemos suporte completo para garantir a conformidade legal e mitigar riscos de forma estratégica, agregando o máximo de segurança ao seu negócio.

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