Posted by & filed under Riscos Corporativos.

A gestão de riscos de terceiros deixou de ser uma preocupação restrita às áreas de compliance ou suprimentos. Hoje, ela ocupa espaço cada vez mais estratégico dentro das organizações.

O motivo é simples: as empresas estão mais dependentes do que nunca de fornecedores, parceiros, prestadores de serviço e ecossistemas externos para manter suas operações funcionando.

E essa realidade aumentou significativamente a exposição aos riscos.

Um novo estudo global da KPMG, intitulado 2026 Global Third-Party Risk Management Survey: Achieving resilience in third-party risk management (Pesquisa Global de Gestão de Riscos de Terceiros 2026: alcançando resiliência na gestão de riscos de terceiros), revelou um cenário que acende um alerta importante para lideranças empresariais: 

Um terço das organizações sofreu perdas financeiras ou danos reputacionais nos últimos três anos causados por vulnerabilidades relacionadas a terceiros, enquanto 28% enfrentaram interrupções na cadeia de suprimentos.

Este dado reforça uma realidade que muitas empresas ainda subestimam: os maiores riscos corporativos nem sempre estão dentro da própria operação. Muitas vezes, eles estão espalhados ao longo da cadeia terceirizada.

Leia também: Gestão de documentos: o pilar invisível da conformidade de colaboradores e terceiros

O crescimento da complexidade operacional

Segundo o relatório, a transformação digital acelerada, o aumento das ameaças cibernéticas, a pressão regulatória global e as cadeias de suprimentos cada vez mais interconectadas mudaram completamente o cenário da TPRM (Third-Party Risk Management).

Hoje, uma única vulnerabilidade em um fornecedor pode desencadear impactos em toda a empresa.

O próprio estudo destaca que os riscos cibernéticos e regulatórios passaram a dominar as estratégias de TPRM no mundo corporativo. Cerca de 48% das organizações apontam o cyber risk como prioridade máxima, enquanto 45% destacam o compliance regulatório como a principal preocupação.

Na prática, isso significa que a gestão de terceiros passou a influenciar diretamente os seguintes fatores:

  • continuidade operacional;
  • segurança da informação;
  • reputação corporativa;
  • governança;
  • resiliência da cadeia de suprimentos;
  • capacidade de resposta a crises.

O problema não é apenas identificar riscos

O estudo da KPMG demonstra que muitas empresas até reconhecem a importância da TPRM, mas ainda enfrentam dificuldades para transformar isso em capacidade operacional efetiva.

Um dos principais gargalos está na integração entre TPRM e ERM (Enterprise Risk Management).

Embora a maioria das empresas afirme possuir algum nível de integração, apenas uma pequena parcela consegue consolidar dados, áreas e processos de forma realmente estratégica.

Na prática, isso cria operações fragmentadas, com informações descentralizadas, baixa rastreabilidade e dificuldade para antecipar ameaças.

Outro ponto crítico destacado pela pesquisa é a qualidade dos dados.

Apenas 17% das organizações afirmam possuir dados realmente confiáveis para sustentar suas decisões em TPRM.

Sem dados estruturados, até mesmo iniciativas de automação e inteligência artificial tendem a gerar resultados limitados.

A nova geração da TPRM será baseada em inteligência e monitoramento contínuo

O relatório destaca que empresas mais maduras estão deixando para trás modelos reativos e excessivamente burocráticos.

O movimento agora é construir programas de TPRM mais inteligentes, integrados e contínuos, com apoio de:

  • automação;
  • inteligência artificial;
  • monitoramento em tempo real;
  • dashboards consolidados;
  • análises preditivas;
  • integração entre áreas de risco, compliance e operações.

Mais da metade das organizações já explora o uso de IA em processos relacionados à gestão de terceiros. O foco não está apenas em acelerar auditorias ou reduzir tarefas manuais, mas em ampliar capacidade analítica, previsibilidade e velocidade de resposta.

O que isso significa para as empresas?

Em setores como indústria, logística, mineração, energia, offshore, infraestrutura e varejo, onde milhares de terceiros atuam simultaneamente em operações críticas, o impacto é ainda maior.

Empresas que ainda operam com controles manuais, dados descentralizados e pouca integração tendem a enfrentar mais dificuldades para:

  • antecipar riscos;
  • garantir compliance;
  • responder rapidamente a incidentes;
  • atender exigências regulatórias;
  • sustentar indicadores ESG;
  • proteger sua reputação.

Nesse cenário, a TPRM deixa de ser apenas uma função operacional. Ela se torna parte relevante da estratégia de resiliência corporativa.

Gestão de terceiros exige inteligência operacional

A Executiva atua com gestão estratégica de terceiros, combinando tecnologia, inteligência de dados, automação e monitoramento contínuo de auditores especializados para ampliar a visibilidade operacional e fortalecer a governança corporativa.

Com a plataforma SG3 integrada à Exia, a inteligência artificial da Executiva, as empresas conseguem transformar grandes volumes de dados em inteligência aplicada à gestão de riscos, compliance e tomada de decisão.

Em um cenário cada vez mais complexo e conectado, construir resiliência operacional depende diretamente da capacidade de enxergar, monitorar e agir sobre os riscos espalhados ao longo da cadeia terceirizada.

Porque hoje, mais do que nunca, gestão de terceiros é gestão de risco corporativo.

Fale com um consultor especializado da Executiva e descubra como estruturar uma gestão de riscos de terceiros mais inteligente, segura e eficiente: (11) 93414-7700

Posted by & filed under Gestão de Terceiros.

Durante muito tempo, as estratégias de gestão de terceiros estiveram concentradas em aspectos como documentação, compliance trabalhista, regularidade fiscal e controle operacional. Contudo, o avanço das pautas ESG trouxe uma mudança importante para o centro das decisões corporativas: o bem-estar dos trabalhadores terceirizados também passou a representar um indicador crítico de risco.

Atualmente, empresas de setores como indústria, energia, mineração, logística, infraestrutura e óleo & gás já entendem que problemas relacionados à saúde mental, condições de trabalho, jornadas excessivas, segurança ocupacional e clima organizacional podem gerar impactos diretos na operação, na reputação e até na continuidade do negócio.

Muito além de uma discussão sobre responsabilidade social, trata-se de gestão estratégica de riscos.

Leia também: Da gestão documental à resiliência operacional: por que Supply Chain Assurance virou tema de board

O que ESG tem a ver com gestão de terceiros?

A sigla ESG representa três pilares fundamentais da sustentabilidade corporativa:

  • Environmental (Ambiental)
  • Social (Social)
  • Governance (Governança)

No contexto da gestão de terceiros, o “S” de Social ganhou enorme relevância nos últimos anos, especialmente após o aumento das exigências regulatórias, da pressão de investidores e do crescimento das discussões sobre saúde mental e condições dignas de trabalho.

Isso significa que as empresas contratantes passaram a ser cobradas não apenas pelos seus próprios indicadores internos, mas também pelas condições oferecidas aos trabalhadores de fornecedores e prestadores de serviço.

Em outras palavras: o risco da cadeia terceirizada agora também é um risco ESG.

O dado que acendeu o alerta nas empresas

Um estudo global recente da consultoria Deloitte revelou que 84% dos executivos acreditam que questões relacionadas à força de trabalho e ao bem-estar dos colaboradores impactam diretamente a performance e a resiliência dos negócios.

Ao mesmo tempo, cresce o entendimento de que riscos humanos não tratados tendem a gerar:

  • aumento de acidentes de trabalho;
  • maior rotatividade;
  • queda de produtividade;
  • passivos trabalhistas;
  • desgaste reputacional;
  • interrupções operacionais;
  • impactos em auditorias ESG e compliance.

Esse movimento também se conecta ao avanço das regulamentações relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente corporativo, tema que ganhou ainda mais força no Brasil com as mudanças recentes na Norma Regulamentadora número 1 (NR-01).

O risco invisível dentro da cadeia terceirizada

Em muitas operações, especialmente nas mais complexas, milhares de trabalhadores terceirizados atuam diariamente em atividades críticas.

São equipes presentes em:

  • manutenção industrial;
  • operações logísticas;
  • obras;
  • facilities;
  • transporte;
  • portos;
  • mineração;
  • operações offshore;
  • plantas industriais.

Quando não existe acompanhamento adequado das condições desses profissionais, a empresa contratante perde visibilidade sobre riscos importantes da própria operação.

E o problema é que muitos desses riscos não aparecem apenas em auditorias documentais.

Eles surgem em uma série de sinais, tais como:

Indicador Possível impacto operacional
Alto índice de afastamentos Queda de produtividade
Excesso de jornadas Aumento do risco de acidentes
Rotatividade elevada Perda de eficiência operacional
Falhas em treinamentos Não conformidades e riscos legais
Clima organizacional Maior probabilidade de incidentes
Baixa rastreabilidade Fragilidade em auditorias ESG

ESG deixou de ser apenas reputação

Hoje em dia, existe um erro comum no mercado: tratar o ESG como uma iniciativa exclusivamente voltada à imagem institucional.

Na prática, empresas mais maduras já utilizam indicadores ESG como parte da estratégia de governança operacional e mitigação de riscos.

Isso acontece porque investidores, conselhos administrativos e grandes contratantes passaram a avaliar a cadeia de terceiros com muito mais profundidade.

No cenário atual, algumas perguntas se tornaram inevitáveis:

  1. Os terceiros possuem gestão adequada de saúde e segurança?
  2. Existem controles eficientes sobre riscos psicossociais?
  3. A operação possui rastreabilidade?
  4. Há monitoramento contínuo de conformidade?
  5. Os dados estão centralizados?
  6. Existe capacidade de resposta rápida em caso de incidentes?

Quanto menor a visibilidade sobre essas informações, maior a exposição da empresa.

Tecnologia e inteligência de dados se tornaram fundamentais

Diante desse cenário, processos manuais já não conseguem acompanhar o nível de complexidade exigido pela gestão moderna de terceiros.

Empresas que ainda trabalham com controles descentralizados, planilhas e acompanhamento reativo enfrentam dificuldades para:

  • consolidar informações;
  • gerar rastreabilidade;
  • monitorar indicadores críticos;
  • identificar riscos antecipadamente;
  • apoiar decisões estratégicas.

É exatamente nesse contexto que plataformas inteligentes de gestão de terceiros ganham protagonismo.

A Executiva atua com gestão estratégica de terceiros apoiada por tecnologia, automação e inteligência de dados, utilizando a plataforma SG3 para ampliar a visibilidade operacional, fortalecer o compliance e apoiar uma gestão mais segura e eficiente.

Além disso, a Exia, inteligência artificial da Executiva, permite transformar grandes volumes de dados em inteligência operacional para auditorias documentais, automação de processos e identificação mais ágil de riscos – tudo isso com verificação humana de auditores experientes. 

O futuro da gestão de terceiros será cada vez mais humano

A evolução da gestão de terceiros mostra que o mercado está abandonando uma visão puramente burocrática e documental.

As empresas mais preparadas já entenderam que bem-estar, segurança, saúde mental e qualidade das relações de trabalho também influenciam diretamente:

  • a continuidade operacional;
  • a produtividade;
  • a reputação corporativa;
  • a resiliência da cadeia;
  • os resultados financeiros.

No fim, ESG na gestão de terceiros não é apenas uma pauta social. É uma estratégia de proteção operacional e inteligência corporativa.

Sua empresa possui visibilidade real sobre os riscos da cadeia terceirizada?

Há quase três décadas a Executiva ajuda empresas de diversos portes e setores a fortalecerem sua gestão de terceiros com tecnologia, rastreabilidade, inteligência de dados e monitoramento contínuo de riscos.

Fale com nossos consultores especializados agora mesmo e descubra como o SG3 pode tornar sua operação mais segura, eficiente e preparada para os desafios ESG: (11) 93414-7700

Posted by & filed under TERCEIRIZAÇÃO.

A terceirização global está longe de ser uma tendência momentânea. Ao contrário disso, esse movimento segue em expansão e, cada vez mais, ocupa um papel estrutural nas estratégias de crescimento, eficiência e escala das empresas. 

De acordo com dados do Business Research Insights, o mercado global de serviços de terceirização de trabalho deve crescer de US$ 2,268 bilhões em 2025 para US$ 2,416 bilhões em 2026, alcançando US$ 4,258 bilhões até 2035, com CAGR (Compound Annual Growth Rate), ou Taxa de Crescimento Anual Composta de 6,5% entre 2025 e 2035. 

Estes dados ajudam a demonstrar, de forma inequívoca, o avanço da terceirização em nível global e contribuem para explicar por que a gestão de riscos de terceiros (TPRM) ganhou tanto peso na agenda corporativa.

Esse crescimento, no entanto, traz uma consequência direta: quanto maior a dependência de fornecedores, parceiros e prestadores de serviços, maior a exposição a riscos operacionais, jurídicos, reputacionais e de conformidade. Em outras palavras, terceirizar mais sem evoluir a governança sobre terceiros é ampliar eficiência e risco ao mesmo tempo.

Leia também: Gestão de Terceiros para além dos documentos: a visão de um pioneiro sobre a evolução do setor

O mercado global de serviços de terceirização de trabalho deve crescer de US$ 2,268 bilhões em 2025 para US$ 2,416 bilhões em 2026, chegando quase ao dobro em 2035.

O crescimento da terceirização no mundo mudou o papel da TPRM

Durante muito tempo, a terceirização foi vista principalmente como uma alavanca de redução de custos. Hoje, essa percepção é mais ampla. As empresas terceirizam para ganhar flexibilidade, acessar competências especializadas, acelerar a transformação digital e responder mais rápido às oscilações do mercado

O mesmo estudo destaca que a terceirização avança em áreas como contabilidade, jurídico, compras, tecnologia da informação, suporte administrativo e outras frentes críticas ao funcionamento das operações.

Na prática, isso significa cadeias mais extensas, mais relações contratuais, mais pontos de contato e menos margem para processos frágeis. Desse modo, a TPRM deixa de ser um apoio burocrático e passa a atuar como mecanismo de proteção do negócio.

O que está por trás desse boom da terceirização global?

Alguns fatores ajudam a explicar esse avanço:

  • Busca por eficiência operacional
  • Acesso a mão de obra e competências especializadas
  • Digitalização acelerada das empresas
  • Maior adoção de modelos híbridos e remotos
  • Necessidade de escalar operações com mais agilidade

Esse cenário amplia a complexidade da gestão. Isso significa que não basta homologar terceiros na entrada. É preciso acompanhar a criticidade, o desempenho, a conformidade e as vulnerabilidades ao longo de toda a jornada.

Mais terceiros = mais risco interconectado

É justamente nesse ponto que a TPRM se torna indispensável. Uma pesquisa recente da KPMG sobre essa área em nível global revela que um terço das organizações sofreu perdas financeiras ou danos reputacionais nos últimos três anos por vulnerabilidades ligadas a terceiros, enquanto 28% enfrentaram interrupções na cadeia de suprimentos. 

O recado é o mais claro possível: o risco associado a terceiros já afeta diretamente a continuidade operacional, reputação e resultado.

O que o avanço da terceirização no mundo exige das empresas?

Movimento do mercado Impacto para as empresas Resposta esperada da TPRM
Crescimento da terceirização global        Maior dependência de terceiros Governança mais estruturada
Expansão para áreas críticas Mais exposição operacional e regulatória Critérios mais robustos de homologação
Cadeias mais distribuídas Menor visibilidade sobre riscos Monitoramento contínuo
Adoção de tecnologia e trabalho híbrido Mais exposição a dados e ciberameaças Integração entre risco, compliance e segurança

Por que a gestão de riscos de terceiros precisa mudar?

O novo contexto global exige uma gestão menos reativa e mais inteligente. Processos manuais, checagens pontuais e visão fragmentada já não acompanham a complexidade atual. 

Nesse contexto, as empresas que crescem apoiadas em terceiros precisam de rastreabilidade, priorização por criticidade, dados confiáveis e capacidade de resposta rápida. Dessa forma, a TPRM, hoje, é governança aplicada à realidade das cadeias modernas.

O crescimento da terceirização no mundo é um movimento real, consistente e de longo prazo, mas ele impõe uma exigência igualmente transparente: a gestão de riscos precisa evoluir no mesmo ritmo. 

Assim, quanto mais a empresa terceiriza, mais precisa fortalecer controle, visibilidade e critérios sobre terceiros. Sem isso, o ganho de escala pode se transformar em exposição ampliada. Fale com um consultor especializado da Executiva e descubra como estruturar uma gestão de riscos de terceiros mais inteligente, segura e eficiente: (11) 93414-7700

Posted by & filed under Artigos.

Durante muitos anos, a gestão de terceiros foi tratada por grande parte das empresas como uma atividade essencialmente operacional. Em muitos casos, restrita à validação documental, ao cumprimento de requisitos legais mínimos ou ao controle administrativo de fornecedores.

Mas o cenário mudou.

Hoje, em setores como mineração, óleo e gás, offshore, energia, infraestrutura e indústria pesada, os maiores riscos das organizações frequentemente não estão mais apenas dentro de suas próprias operações — estão espalhados ao longo de toda a cadeia de fornecedores, prestadores de serviço e terceiros críticos.

E foi exatamente essa mudança que elevou o tema de Supply Chain Assurance ao nível dos conselhos de administração.

O risco invisível da cadeia

As operações industriais modernas tornaram-se extremamente complexas e interdependentes. Uma única planta pode envolver centenas — ou até milhares — de terceiros atuando simultaneamente em atividades críticas.

São fornecedores responsáveis por:

  • manutenção industrial,
  • alimentação,
  • logística,
  • facilities,
  • segurança,
  • transporte,
  • serviços offshore,
  • inspeções,
  • engenharia,
  • tecnologia,
  • mobilização operacional.

Nesse contexto, um documento vencido, um treinamento não realizado, uma falha de conformidade trabalhista ou uma inconsistência de SST deixam de ser apenas um problema administrativo.

Podem representar:

  • acidentes,
  • paralisações operacionais,
  • embargos,
  • passivos trabalhistas,
  • impactos reputacionais,
  • perda de produtividade,
  • comprometimento de contratos,
  • ou até riscos à vida humana.

O maior risco de uma operação muitas vezes não está no ativo principal da companhia — mas na parte da cadeia que ainda não está sendo devidamente enxergada.

Supply Chain Assurance: muito além da auditoria

O conceito de Supply Chain Assurance nasce justamente dessa necessidade de ampliar a visão sobre a cadeia de suprimentos.

Não se trata apenas de auditoria ou certificação.

Trata-se de garantir que toda a cadeia opere de forma:

  • segura,
  • rastreável,
  • resiliente,
  • sustentável,
  • e aderente às exigências regulatórias e operacionais do negócio.

Na prática, Supply Chain Assurance significa assegurar que terceiros e fornecedores críticos sejam tratados como uma extensão da própria operação.

Porque, no ambiente atual, o risco do fornecedor é, inevitavelmente, o risco da própria companhia.

Mineração e offshore: ambientes onde o risco se multiplica

Poucos segmentos evidenciam tanto essa realidade quanto mineração e offshore.

São operações com:

  • alto grau de criticidade,
  • múltiplos fornecedores simultâneos,
  • ambientes remotos,
  • exigências severas de segurança,
  • pressão por continuidade operacional,
  • elevada exposição reputacional,
  • e rígidos critérios regulatórios.

Ao longo de décadas atuando em operações complexas nesses ambientes, tornou-se evidente que muitas das maiores vulnerabilidades operacionais surgem justamente na interface entre contratantes e terceiros.

A gestão da cadeia deixou de ser apenas uma responsabilidade administrativa.

Ela passou a ser um componente essencial da estratégia operacional.

ESG operacional e reputação corporativa

Outro fator que acelerou essa transformação foi o avanço das agendas ESG.

Investidores, auditorias, seguradoras e grandes clientes globais passaram a exigir não apenas conformidade interna, mas também rastreabilidade e governança em toda a cadeia de fornecedores.

Hoje, empresas são cobradas por temas como:

  • segurança do trabalho,
  • condições dignas de operação,
  • gestão documental,
  • conformidade trabalhista,
  • sustentabilidade,
  • diversidade,
  • integridade da cadeia,
  • e responsabilidade compartilhada.

O impacto reputacional de falhas envolvendo terceiros tornou-se significativo demais para ser ignorado.

Por isso, o tema saiu definitivamente da esfera puramente operacional e passou a ocupar espaço nas discussões estratégicas de board.

Tecnologia, dados e inteligência operacional

A evolução tecnológica também transformou profundamente a forma como as empresas monitoram suas cadeias.

O mercado caminha rapidamente para modelos baseados em:

  • analytics,
  • inteligência artificial,
  • automação documental,
  • monitoramento contínuo,
  • indicadores preditivos,
  • rastreabilidade em tempo real,
  • e gestão integrada de riscos.

Nesse novo cenário, a gestão documental deixa de ser um fim em si mesma.

Ela passa a integrar um ecossistema mais amplo de resiliência operacional, continuidade do negócio e mitigação de riscos corporativos.

O futuro da gestão de terceiros

As organizações mais maduras já compreenderam que Supply Chain Assurance não é apenas uma tendência.

É uma necessidade estratégica.

Especialmente em ambientes industriais complexos, onde segurança, continuidade operacional, reputação e eficiência dependem diretamente da qualidade e da confiabilidade da cadeia de terceiros.

A nova fronteira da competitividade não está apenas na operação própria.

Está na capacidade de garantir que toda a cadeia opere com o mesmo nível de excelência, segurança e governança exigido pela companhia.

Porque, no fim, a resiliência operacional de uma empresa será tão forte quanto a resiliência da sua cadeia.

*Marilaine Costa é CEO da Executiva – Inteligência em Terceiros.

Posted by & filed under Artigos.

Por Ricardo Roca*

A bola rola, o estádio pulsa, o narrador grita e, por 90 minutos, parece que tudo aquilo simplesmente… acontece.

Mas não acontece.

A Copa do Mundo talvez seja o maior espetáculo esportivo do planeta e, também, silenciosamente, uma das maiores operações de gestão de terceiros já realizadas.

E quase ninguém presta atenção nisso.

Enquanto 22 jogadores disputam a bola, milhares de pessoas trabalham para que aquele jogo exista:

– segurança

– limpeza

– alimentação

– transporte

– tecnologia

– operação de estádio

– atendimento ao público

– transmissão

– logística internacional

Nenhuma dessas atividades é secundária. E quase nenhuma é executada diretamente por quem organiza o evento.

A Copa não é feita só por seleções.

Ela é sustentada por uma rede gigantesca de fornecedores.

E é aqui que começa o jogo que não aparece.

Porque, quando tudo funciona, ninguém nota.

Mas basta um problema: um atraso, uma falha, uma irregularidade, para que o espetáculo inteiro fique sob risco.

Não é diferente do futebol.

Um time pode ter um grande ataque, um meio-campo criativo, uma defesa sólida.

Mas, se alguém falha no momento errado, o resultado muda.

Na gestão de terceiros, é a mesma lógica, só que com impactos que vão além do placar.

Estamos falando de riscos operacionais, jurídicos e, principalmente, reputacionais.

Ricardo Roca é Gerente de Marketing da Executiva – Inteligência em Terceiros.

Organizar uma Copa do Mundo não é apenas coordenar jogos.

É orquestrar uma cadeia complexa de empresas, contratos, pessoas e responsabilidades, muitas vezes distribuídas entre países, legislações e contextos distintos.

É garantir que cada fornecedor, do mais estratégico ao mais invisível, esteja apto, regular e alinhado.

É transformar volume em controle.

E complexidade em previsibilidade.

Existe uma tendência natural de olhar apenas para o que é visível.

O gol.

O erro.

A jogada.

Mas, nos bastidores, o verdadeiro desafio está em garantir que nada dê errado.

E isso não se faz no improviso.

Não se faz na última hora.

E, definitivamente, não se faz sem método.

A grande verdade é que eventos como a Copa não são apenas organizados.

Eles são preparados por anos para que, durante algumas semanas, tudo pareça simples.

Essa é uma ilusão bem executada: fazer algo extremamente complexo parecer natural.

No mundo corporativo, a gestão de terceiros vive um dilema parecido.

Quanto mais invisível ela é, mais se assume que está sob controle.

Mas nem sempre está.

E, quando não está, o problema não aparece aos poucos.

Ele aparece de uma vez.

Talvez por isso a Copa seja uma metáfora tão poderosa.

Porque ela escancara, para quem quiser ver, uma verdade que vale para qualquer empresa: ninguém opera sozinho, e o risco raramente está onde todo mundo está olhando.

Nos próximos artigos, vou explorar esse “outro jogo”:

– o papel real dos fornecedores

– os riscos por trás de decisões aparentemente simples

– a responsabilidade de quem contrata

– e como tecnologia e método ajudam a transformar incerteza em controle

Porque, no fim, gerir terceiros não é muito diferente de montar um time.

A diferença é que, nesse caso, o erro não custa apenas um gol.

*Ricardo Roca é Gerente de Marketing da Executiva – Inteligência em Terceiros e autor do livro Linha de impedimento: onde História e Lenda de encontram.

Posted by & filed under TERCEIRIZAÇÃO.

Nas últimas décadas, a terceirização se tornou um dos pilares operacionais das empresas modernas. Cadeias produtivas cada vez mais complexas envolvem fornecedores, prestadores de serviço, operadores logísticos e parceiros estratégicos.

Nesse cenário, controlar riscos, documentos e responsabilidades deixou de ser apenas uma tarefa administrativa para se tornar uma questão de governança, compliance e continuidade operacional.

Por isso, muito além de uma decisão meramente tecnológica, escolher um software de gestão de terceiros adequado passou a ser uma decisão estratégica para as empresas. 

Em 2026, as empresas que lidam com cadeias de fornecedores amplas precisam de plataformas capazes de integrar dados, automatizar processos e transformar informações operacionais em inteligência de gestão. É exatamente nesse contexto que soluções como o SG3, da Executiva Inteligência em Terceiros, se destacam no mercado.

Leia também: SG3 evoluiu: saiba como transformar dados inteligentes em decisões estratégicas

A seguir, veja três características essenciais que um bom software de gestão de terceiros precisa ter atualmente:

  1. Automação inteligente de processos e auditorias

Um dos maiores problemas na gestão de risco de terceiros ainda é a dependência de processos manuais: análise documental lenta, auditorias demoradas e controles descentralizados.

Um software moderno precisa automatizar essas atividades sem perder rigor técnico.

O SG3 foi desenvolvido justamente para resolver esse desafio. A plataforma automatiza auditorias documentais, organiza fluxos de aprovação e monitora continuamente a conformidade dos fornecedores.

Além disso, a solução integra-se à Exia, a inteligência artificial proprietária da Executiva, capaz de analisar grandes volumes de documentos, identificar inconsistências e gerar insights em tempo real.

Essa combinação entre profissionais especializados, automação e inteligência artificial reduz drasticamente o tempo gasto em auditorias e aumenta a precisão das análises.

O resultado é uma gestão mais rápida, confiável e segura.

  1. Rastreabilidade completa e gestão baseada em dados

Outro ponto crítico na gestão de risco de terceiros é a falta de visibilidade.

Muitas empresas ainda operam com controles fragmentados em planilhas, e-mails e diferentes sistemas. Isso dificulta o acompanhamento de indicadores, o monitoramento de riscos e a tomada de decisão.

Um bom software de gestão de terceiros precisa oferecer rastreabilidade completa de dados e processos.

O SG3 centraliza todas as informações relacionadas à cadeia de terceiros, permitindo acompanhar desde a criação de posições e alocação de colaboradores até movimentações, pendências e desligamentos.

Essa estrutura permite que gestores tenham acesso a relatórios estratégicos, indicadores de conformidade e histórico completo das operações.

Em vez de apenas reagir a problemas, a empresa passa a antecipar riscos e tomar decisões baseadas em dados confiáveis.

  1. Integração tecnológica com atendimento especializado

Por mais avançada que seja a tecnologia, a gestão de risco de terceiros envolve também interpretação normativa, análise contextual e decisões estratégicas.

Por isso, o melhor software de gestão de terceiros não é apenas uma plataforma tecnológica. Ele precisa estar conectado a especialistas devidamente capacitados. 

A Executiva desenvolveu o SG3 com uma proposta diferente do que costuma se ver no mercado: combinar tecnologia avançada com suporte humano especializado.

Enquanto a Exia automatiza análises e acelera processos, a equipe da Executiva acompanha as operações e garante que a gestão esteja alinhada às exigências regulatórias, trabalhistas e de compliance.

Essa integração entre tecnologia e inteligência humana cria um modelo mais robusto de gestão de terceiros, com maior segurança jurídica e eficiência operacional.

Tecnologia que transforma gestão em estratégia

Em um cenário de cadeias produtivas cada vez mais complexas, confiar apenas em controles manuais ou sistemas genéricos pode expor empresas a riscos trabalhistas, operacionais e reputacionais.

O futuro da gestão passa por plataformas inteligentes capazes de integrar dados, automatizar processos e transformar informação em decisões estratégicas.

Nesse contexto, o SG3, da Executiva, se posiciona como o software de gestão de terceiros mais completo do mercado, combinando automação, inteligência artificial e acompanhamento especializado para tornar a gestão mais segura, eficiente e escalável.

Fale com o nosso time e descubra como a sua empresa pode passar a contar, agora mesmo, com o SG3: (11) 93414-7700.

Posted by & filed under Artigos.

Por que Supply precisa tratar TPRM como estratégia e não como operação.

A atividade que se paga — e potencializa

Por Marilaine Costa*

A terceirização deixou de ser uma alternativa operacional há muito tempo. Ela se tornou parte estruturante dos modelos de negócios contemporâneos. Cadeias produtivas são hoje formadas por múltiplos fornecedores, prestadores de serviço, operadores logísticos, empresas especializadas e parceiros estratégicos. Essa complexidade trouxe eficiência, escala e especialização. Mas trouxe também algo menos visível: ampliação sistêmica de risco.

Durante anos, a gestão de terceiros foi tratada como um processo administrativo, frequentemente associado à conferência documental e ao atendimento de exigências legais mínimas. No entanto, à medida que as organizações amadureceram sua governança corporativa, ficou evidente que o risco não está apenas dentro da empresa. Ele se estende por toda a cadeia.

E é justamente nessa extensão que reside um dos maiores custos invisíveis do negócio.

Leia também: Escala 12×36: você conhece os riscos?

A falsa sensação de economia

Profissionais de Supply Chain e Procurement são treinados para negociar eficiência. Redução de custos, ganhos de escala, otimização logística e geração de margem fazem parte do seu DNA profissional. No entanto, quando a análise se limita ao valor contratual ou ao saving imediato, cria-se uma ilusão perigosa: a de que o custo do fornecedor é o único fator relevante.

O que não aparece na planilha de negociação é o potencial passivo trabalhista decorrente de falhas na gestão do fornecedor. Não aparece a responsabilidade solidária que pode ser acionada judicialmente. Não aparece o impacto reputacional de um acidente grave envolvendo terceiros. Não aparece a interrupção operacional causada por uma autuação ou bloqueio regulatório.

Esses elementos, quando se materializam, não são apenas eventos isolados. São eventos que corroem a margem, afetam o fluxo de caixa e comprometem a previsibilidade financeira.

O que parecia economia, transforma-se em contingência.

Responsabilidade solidária e exposição jurídica

No contexto brasileiro — e em diversos outros mercados — a responsabilidade solidária é um ponto central. A contratante pode ser chamada a responder por obrigações trabalhistas e previdenciárias de seus fornecedores. Essa realidade jurídica transforma a gestão de terceiros em um tema estrutural para a sustentabilidade financeira da organização.

Não se trata apenas de cumprir formalidades. Trata-se de assegurar que os contratos negociados por Supply estejam ancorados em fornecedores efetivamente regulares, financeiramente saudáveis e operacionalmente aderentes às normas de saúde e segurança.

A ausência de governança neste ponto cria um paradoxo: a empresa negocia bem, mas executa sob risco

O impacto sobre o resultado e o valuation

Empresas maduras compreendem que risco não mitigado afeta mais do que o resultado do trimestre. Ele afeta a reputação, a confiança de investidores, os indicadores ESG e, consequentemente, o valuation.

A governança da cadeia de terceiros passou a ser observada por auditorias, conselhos de administração e investidores institucionais. O crescimento global do mercado de Third-Party Risk Management (TPRM), que apresenta taxas anuais compostas elevadas segundo relatórios setoriais, não é um movimento casual. Ele reflete a conscientização crescente de que risco na cadeia é risco corporativo.

Nesse cenário, a pergunta estratégica deixa de ser “quanto custa implementar gestão de riscos de terceiros?” e passa a ser “quanto custa não implementar?”.

Marilaine Costa é CEO da Executiva Inteligência em Terceiros.

O custo invisível da não conformidade

Quando um fornecedor falha em cumprir obrigações legais, a empresa contratante não sofre apenas juridicamente. Ela sofre operacionalmente. Interrupções em contratos críticos, paralisações, reestruturações emergenciais e retrabalho impactam diretamente eficiência e planejamento logístico.

Para Supply, isso significa perda de previsibilidade. Significa que todo o esforço dedicado à negociação e estruturação de contratos pode ser comprometido por uma falha estrutural na gestão do risco.

A gestão de riscos de terceiros, portanto, não é um mecanismo de controle excessivo. É um mecanismo de proteção do resultado.

A dimensão humana do risco

Há ainda uma dimensão que transcende números. A gestão estruturada de terceiros protege vidas. Monitoramento de treinamentos obrigatórios, exames periódicos, cumprimento de normas regulamentadoras e condições adequadas de trabalho não são apenas exigências formais. São medidas que evitam acidentes, preservam integridade física e reduzem exposição humana.

Quando uma empresa investe em governança da cadeia, ela está protegendo pessoas. E empresas que compreendem essa dimensão passam a tratar TPRM como parte da sua responsabilidade institucional.

A integração entre Supply, Jurídico e Governança

A maturidade organizacional ocorre quando Supply, Jurídico e áreas de governança atuam de forma integrada. Supply negocia valor. Jurídico protege o contrato. A gestão de riscos de terceiros assegura que a execução esteja alinhada à conformidade e à sustentabilidade.

Sem essa integração, há fragmentação. Com integração, há previsibilidade.

E previsibilidade é um dos ativos mais valiosos para qualquer organização.

Tecnologia como catalisador de eficiência

Um dos argumentos mais recorrentes contra a implementação estruturada de TPRM é o custo. No entanto, essa percepção parte de um modelo antigo, baseado em processos manuais, controle documental excessivo e baixa escalabilidade.

A tecnologia alterou essa equação.

A combinação entre conhecimento humano especializado — em legislação trabalhista, certificação financeira e homologação de fornecedores — e Inteligência Artificial aplicada à análise documental permite automatizar validações, identificar inconsistências e priorizar riscos críticos.

A plataforma SG3 foi concebida exatamente para essa realidade: integrar tecnologia com expertise técnica, oferecendo visibilidade executiva e eficiência operacional.

Quando o controle se torna inteligente, ele deixa de ser custo e passa a ser alavanca de performance.

A atividade que se paga — e potencializa

Do ponto de vista econômico, a lógica é simples. Mitigar risco custa menos do que remediar contingência. Além disso, a gestão estruturada de terceiros potencializa a negociação de Supply, pois permite maior confiança na execução contratual.

O que se constrói é uma cadeia mais resiliente, fornecedores mais qualificados e maior previsibilidade financeira.

Essa é a razão pela qual grandes corporações já tratam TPRM como elemento estratégico — não operacional.

A gestão de riscos de terceiros deixou de ser um tema periférico. Ela é componente central de governança corporativa, sustentabilidade financeira e proteção de valor.

Para Supply, significa garantir que a riqueza gerada pela negociação se concretize em resultado sustentável.

Gerar valor é essencial.

Protegê-lo é estratégico.

*Marilaine Costa é CEO da Executiva Inteligência em Terceiros.